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	<title>John Hughes | Sintoniza</title>
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	<description>Os clássicos dos cinema.</description>
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	<title>John Hughes | Sintoniza</title>
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		<title>Curtindo a Vida Adoidado: o monólogo de Ferris Bueller que virou um hino à vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Lamego]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2020 15:55:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diálogos Inesquecíveis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em meio a uma das maiores fugas escolares do cinema, Ferris Bueller quebra a quarta&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100">Em meio a uma das maiores fugas escolares do cinema, Ferris Bueller quebra a quarta parede e entrega uma reflexão simples, e surpreendentemente profunda sobre aproveitar a vida.</h2>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Poucos filmes conseguiram transformar um simples dia de folga em uma verdadeira celebração da juventude como <strong>Curtindo a Vida Adoidado</strong> (<em>Ferris Bueller’s Day Off</em>, 1986). Dirigido e escrito por <strong>John Hughes</strong>, o filme acompanha Ferris Bueller, um adolescente aparentemente comum que decide matar aula para aproveitar um dia ao lado do melhor amigo, Cameron Frye, e da namorada, Sloane Peterson.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que poderia ser apenas mais uma comédia adolescente dos anos 80 acabou se tornando muito mais do que isso. O filme encontrou uma maneira particular de falar sobre uma fase da vida marcada por cobranças, expectativas e medo do futuro, sem transformar essa reflexão em um discurso pesado. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ferris simplesmente decide parar. Ele não quer passar aquele dia dentro de uma sala de aula. Quer conhecer Chicago, comer em um restaurante sofisticado, visitar um museu, assistir a um jogo de beisebol, participar de um desfile e, principalmente, aproveitar o tempo ao lado das pessoas que ama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é justamente no meio dessa aventura que Ferris olha diretamente para a câmera e entrega uma das frases mais lembradas do cinema dos anos 80: <strong>“A vida passa muito rápido. Se você não parar e olhar ao redor de vez em quando, pode perdê-la.”</strong> A frase parece simples. Quase ingênua, mas talvez seja justamente essa simplicidade que explique por que ela continua fazendo sentido décadas depois.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">Quem é Ferris Bueller?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ferris Bueller é um adolescente inteligente, carismático e extremamente confiante. Ele conhece as pessoas, entende como elas funcionam e, principalmente, sabe exatamente como convencer os outros a fazer aquilo que deseja. Para matar aula, por exemplo, Ferris simula uma doença e convence seus pais de que está realmente debilitado. Enquanto eles acreditam que o filho precisa descansar, Ferris está planejando uma das maiores aventuras de sua vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas reduzir Ferris a um adolescente manipulador seria perder uma parte importante do personagem. A escola representa obrigação. O futuro representa cobrança. O relógio representa tempo. Ferris olha para tudo isso e decide que, naquele dia, nada será mais importante do que viver o presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É por isso que ele funciona tão bem como protagonista. Ele não está tentando salvar o mundo. Não possui superpoderes, não está envolvido em uma conspiração e não precisa enfrentar um grande vilão. Seu grande objetivo é muito mais simples: <strong>ele quer aproveitar um dia</strong>, e John Hughes transforma essa pequena decisão em uma reflexão sobre juventude.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ferris é também o personagem que consegue fazer aquilo que muitos adolescentes gostariam de fazer, mas não têm coragem: sair da rotina e experimentar a sensação de que, por algumas horas, o mundo pertence a eles. Ferris representa o <strong>presente</strong>, Cameron representa o <strong>medo do futuro</strong> e Sloane funciona como uma espécie de equilíbrio entre os dois. Por isso, <em>Curtindo a Vida Adoidado</em> não é apenas a história de um garoto que mata aula. É também a história de três jovens tentando descobrir o que fazer com o tempo que têm.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">A atuação de Matthew Broderick</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O grande mérito de <strong>Matthew Broderick</strong> está em entender que Ferris não poderia ser interpretado simplesmente como um adolescente engraçadinho. O personagem precisava ter <strong>carisma suficiente para conquistar o público</strong>, mas também inteligência para fazer com que suas atitudes parecessem naturais. Broderick encontra exatamente esse equilíbrio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ferris conversa com os outros personagens como se estivesse sempre alguns passos à frente. Mas é quando ele olha diretamente para a câmera que a atuação ganha uma dimensão diferente. A quebra da quarta parede transforma o espectador em cúmplice. Ferris não está apenas contando sua história. Ele está conversando conosco. É como se o personagem dissesse: <strong>“Você sabe que eu estou fazendo algo errado. Eu também sei. Mas vamos aproveitar mesmo assim.”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Broderick consegue transmitir confiança sem transformar Ferris em alguém arrogante. Ele é convencido, mas não parece distante. É manipulador, mas continua simpático. É irresponsável, mas também demonstra uma preocupação genuína com Cameron e Sloane.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E existe ainda uma característica importante: Ferris parece estar sempre se divertindo. Mesmo quando está enganando os pais, fugindo do diretor Edward Rooney ou improvisando alguma nova mentira, existe nele uma leveza que faz o público embarcar na aventura. É essa combinação de <strong>carisma, humor e espontaneidade</strong> que transformou Ferris Bueller em um dos personagens mais reconhecíveis do cinema adolescente dos anos 80. O próprio Sintoniza já o coloca entre os personagens mais marcantes daquela década.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">MONÓLOGO DE FERRIS BUELLER</h2>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="822" height="554" src="https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/07/dialogo_curtindo_a_vida_adoidado_IMagem_02.png" alt="Curtindo a Vida Adoidado: o monólogo de Ferris Bueller que virou um hino à vida" class="wp-image-8492" style="width:840px;height:auto" srcset="https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/07/dialogo_curtindo_a_vida_adoidado_IMagem_02.png 822w, https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/07/dialogo_curtindo_a_vida_adoidado_IMagem_02-300x202.png 300w, https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/07/dialogo_curtindo_a_vida_adoidado_IMagem_02-768x518.png 768w" sizes="(max-width: 822px) 100vw, 822px" /></figure>



<div style="height:9px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ferris Bueller:</strong> Como é que esperam que eu vá para a escola num dia como este? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é o meu nono dia doente no semestre. Está ficando bem difícil inventar novas doenças. Se for tentar uma décima, vou ter de vomitar um pulmão. Então, tenho de fazer este dia valer. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Suor frio nas mãos é o segredo para enganar seus pais. É um bom sintoma não-específico. Tenho muita fé nele. Muita gente vai dizer que uma febre falsa não tem igual. Mas quem tem uma mãe nervosa, pode acabar no consultório médico. Isso é pior que a escola. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Você simula espasmos estomacais, e enquanto fica se contorcendo, gemendo e chorando, você lambe as palmas. É meio infantil e estúpido, mas a escola também é. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>A vida acontece bem depressa. Se, de vez em quando, não parar para aproveitar, vai acabar não vivendo.</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tenho mesmo uma prova hoje. Isso não era mentira. É sobre o socialismo europeu. Na verdade, e daí? Não sou europeu. Não penso em virar europeu. Assim, quem se importa se eles são socialistas? Podiam ser anarquistas fascistas. Isso ainda não mudaria o fato de que não tenho carro. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não que eu tolere o fascismo, ou qualquer “ismo”, por falar nisso. Para mim, os “ismos” não são bons. A pessoa não deve acreditar em “ismo”, mas em si mesma. Como disse o John Lennon: “Não acredito nos Beatles, só em mim.” Uma boa colocação. Afinal, ele era “a morsa”. Eu podia ser “a morsa”. Ainda assim tenho de pegar carona. </p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">O significado do monólogo</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Curtindo a Vida Adoidado</em> não envelheceu. O filme atravessou gerações e continua encontrando novos espectadores décadas depois de seu lançamento. Ferris Bueller se tornou um dos grandes símbolos da juventude no cinema. Não apenas pela rebeldia, mas pela vontade de escapar da rotina e experimentar a vida de uma maneira diferente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atuação de Matthew Broderick foi fundamental para isso. Seu carisma, seu humor e, principalmente, a maneira como Ferris conversa diretamente com o público transformaram o personagem em alguém próximo do espectador, mas o filme vai além de uma simples comédia adolescente. John Hughes utiliza aquele dia de liberdade para falar sobre tempo, escolhas, amizade e sobre a necessidade de aproveitar o presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe uma melancolia escondida por trás de toda aquela diversão. Ferris sabe que aquele momento vai acabar. O dia perfeito também tem prazo de validade. É justamente por isso que o filme continua tão atual. A adolescência passa. A juventude passa. Os dias passam. O que permanece é a lembrança daqueles momentos em que decidimos simplesmente viver.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, <em>Curtindo a Vida Adoidado</em> deixou de ser apenas uma comédia dos anos 1980. Tornou-se um retrato atemporal de uma fase da vida em que parece possível parar o mundo por algumas horas e talvez essa seja a maior mensagem deixada por Ferris Bueller: a vida acontece enquanto estamos ocupados tentando planejá-la.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-style:normal;font-weight:100"><strong>Mais para descobrir:</strong></p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>Clube dos Cinco (1985): 15 curiosidades sobre o clássico de John Hughes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-style:normal;font-weight:100">Descubra 15 curiosidades sobre Clube dos Cinco, clássico de John Hughes que marcou uma geração.</p>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph" style="text-transform:uppercase"><strong>Os carros mais incríveis do cinema que marcaram gerações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-style:normal;font-weight:100">28 carros que roubaram a cena no cinema e se transformaram em protagonistas das histórias mais inesquecíveis da cultura pop.</p>



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<div style="height:21px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-style:normal;font-weight:100">Fonte: Blu-ray Curtindo a Vida Adoidado e <a href="https://www.imdb.com/pt/title/tt0118971/" target="_blank" rel="noopener" title="">IMDB</a></p>



<div style="height:21px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div style="height:21px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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		<title>Clube dos Cinco (1985): 15 curiosidades sobre o clássico de John Hughes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Hugo Lamego]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2020 23:14:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Do corte original de duas horas e meia ao improviso que criou uma das cenas&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100">Do corte original de duas horas e meia ao improviso que criou uma das cenas mais famosas dos anos 80, descubra 15 curiosidades sobre Clube dos Cinco, clássico de John Hughes que marcou uma geração.</h2>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-style:normal;font-weight:100">Sobre o filme:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Ano:</strong> 1985</li>



<li><strong>Direção:</strong> John Hughes</li>



<li><strong>Roteiro:</strong> John Hughes</li>



<li><strong>IMDb:</strong> 7,8/10</li>



<li><strong>Elenco:</strong> Emilio Estevez, Judd Nelson, Molly Ringwald, Anthony Michael Hall, Ally Sheedy e Paul Gleason</li>



<li><strong>Oscar:</strong> Não recebeu indicação</li>



<li><strong>Duração:</strong> 1h37min</li>



<li><strong>Gênero:</strong> Comédia, drama e amadurecimento</li>
</ul>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Poucos filmes conseguiram traduzir tão bem as angústias, inseguranças e contradições da adolescência quanto <strong>Clube dos Cinco</strong>. Lançado em 1985, o filme de <strong>John Hughes</strong> reúne cinco estudantes completamente diferentes que são obrigados a passar um sábado inteiro em detenção na escola. Aos poucos, porém, os estereótipos começam a desaparecer e os personagens percebem que existe muito mais em comum entre eles do que imaginavam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No grupo estão <strong>Claire Standish</strong>, a garota popular interpretada por Molly Ringwald; <strong>John Bender</strong>, o rebelde vivido por Judd Nelson; <strong>Andrew Clark</strong>, o atleta de Emilio Estevez; <strong>Brian Johnson</strong>, o estudante brilhante de Anthony Michael Hall; e <strong>Allison Reynolds</strong>, a jovem isolada interpretada por Ally Sheedy. A grande força do roteiro está justamente em transformar esses arquétipos em adolescentes complexos, com problemas familiares, inseguranças e expectativas que ultrapassam os rótulos impostos pela escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de quatro décadas depois, <strong>Clube dos Cinco continua sendo um dos grandes clássicos do cinema adolescente dos anos 80</strong>. O filme foi preservado no National Film Registry da Biblioteca do Congresso em 2016 por sua importância cultural, histórica ou estética, consolidando uma reputação que vai muito além da nostalgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas como John Hughes conseguiu transformar uma história aparentemente simples em um filme tão influente? Por que o longa quase foi muito maior? Quais atores poderiam ter interpretado os personagens? E como uma música do Simple Minds acabou se tornando praticamente um segundo título para o filme? A seguir, reunimos <strong>15 curiosidades sobre Clube dos Cinco</strong> que ajudam a explicar por que o filme continua tão especial.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">Clube dos Cinco originalmente teria duas horas e meia</h2>



<div style="height:9px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das maiores curiosidades sobre <strong>Clube dos Cinco</strong> está justamente naquilo que o público nunca chegou a ver. John Hughes originalmente imaginou um filme com aproximadamente <strong>duas horas e meia de duração</strong>, muito maior do que os 97 minutos que chegaram aos cinemas em 1985.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Grande parte desse material foi cortada durante a pós-produção. Hughes chegou a afirmar que possuía uma cópia completa do filme, enquanto diversas cenas foram retiradas da versão que chegou aos cinemas. Entre os materiais eliminados estavam sequências que desenvolviam ainda mais o futuro dos cinco personagens e situações que aprofundavam o comportamento de cada adolescente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A existência desse material ajuda a entender por que <em>Clube dos Cinco</em> parece, em alguns momentos, ter uma história muito maior acontecendo fora da tela. Décadas depois, parte desse conteúdo pôde ser conhecida por meio de lançamentos especiais, incluindo aproximadamente <strong>50 minutos de cenas deletadas e estendidas</strong> disponibilizadas em uma edição especial do filme.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">O filme quase teve outro título</h2>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="745" height="335" src="https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-curiosidades-06.jpg" alt="Emilio Estevez e Ally Sheedy  em Clube dos Cinco (1985) | 15 curiosidades" class="wp-image-178" style="width:745px;height:auto" srcset="https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-curiosidades-06.jpg 745w, https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-curiosidades-06-300x135.jpg 300w, https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-curiosidades-06-640x288.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 745px) 100vw, 745px" /></figure>



<div style="height:9px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de se tornar <strong>The Breakfast Club</strong>, o filme passou por outras possibilidades de título. Uma das mais conhecidas foi <strong>The Lunch Bunch</strong>, nome associado ao conceito inicial da história e ao ambiente escolar em que os personagens passariam boa parte da narrativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O título definitivo surgiu depois que Hughes ouviu a expressão “The Breakfast Club” sendo utilizada por estudantes de outra escola para se referir a uma espécie de grupo de detenção. A expressão chamou a atenção do diretor porque carregava uma identidade própria e parecia representar melhor aquele grupo de adolescentes reunidos em uma manhã de sábado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros títulos também circularam durante o desenvolvimento do projeto, incluindo <strong>Library Revolution</strong>, referência ao espaço em que a maior parte da história acontece. No fim, “The Breakfast Club” acabou prevalecendo e se tornou tão associado ao filme que hoje parece impossível imaginar a produção com outro nome.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">John Hughes escreveu o roteiro em apenas dois dias</h2>



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<p class="wp-block-paragraph">Embora o resultado final pareça cuidadosamente construído em cada diálogo, John Hughes escreveu o roteiro de <strong>Clube dos Cinco</strong> em um período surpreendentemente curto. Segundo registros de bastidores, o cineasta escreveu o primeiro roteiro em apenas <strong>dois dias</strong>, nos dias 4 e 5 de julho de 1982.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A velocidade impressiona ainda mais porque o filme depende quase inteiramente de conversas. Não existe uma grande aventura, uma perseguição ou uma estrutura tradicional de ação capaz de conduzir a narrativa. O que mantém o espectador interessado são os personagens, seus conflitos e a maneira como as conversas vão revelando aquilo que existe por trás de cada estereótipo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa característica se tornou uma das marcas de Hughes. Em vez de tratar adolescentes como personagens simplificados, o diretor e roteirista procurava entender como eles enxergavam a família, a escola, os amigos e a própria identidade. É justamente essa abordagem que permitiu que <em>Clube dos Cinco</em> continuasse funcionando para diferentes gerações mesmo décadas depois de seu lançamento.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">Molly Ringwald queria interpretar Allison, não Claire</h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="745" height="335" src="https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-curiosidades-05.jpg" alt="Claire interpretada por Molly Ringwald sentanda em uma cadeira e segurando uma caneta no filme Clube dos Cinco" class="wp-image-176" srcset="https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-curiosidades-05.jpg 745w, https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-curiosidades-05-300x135.jpg 300w, https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-curiosidades-05-640x288.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 745px) 100vw, 745px" /></figure>



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<p class="wp-block-paragraph">Hoje é difícil imaginar <strong>Molly Ringwald</strong> interpretando outra personagem que não fosse Claire Standish, mas essa não era a primeira configuração planejada para a atriz. Ringwald inicialmente havia sido abordada para interpretar <strong>Allison Reynolds</strong>, a jovem isolada e considerada estranha pelos outros estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atriz, entretanto, queria interpretar Claire. O papel representava uma personagem mais popular e socialmente privilegiada, mas Hughes também percebeu que Ringwald possuía as características certas para dar profundidade à garota que inicialmente parece apenas uma adolescente mimada e superficial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A troca acabou sendo fundamental para o equilíbrio do elenco. Ringwald trouxe para Claire uma vulnerabilidade que impede a personagem de ser apenas “a garota popular”, enquanto Ally Sheedy encontrou em Allison uma oportunidade de construir uma das figuras mais peculiares do filme. Durante o processo de escalação, nomes como <strong>Jodie Foster, Diane Lane e Laura Dern</strong> também estiveram associados ao papel de Claire.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">Jodie Foster esteve entre as atrizes consideradas para Claire</h2>



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<p class="wp-block-paragraph">Antes de Molly Ringwald assumir definitivamente o papel de <strong>Claire Standish</strong>, diversas jovens atrizes foram consideradas para a personagem. Entre os nomes ligados ao processo estava <strong>Jodie Foster</strong>, que já possuía uma carreira bastante respeitada apesar de sua pouca idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foster vinha de trabalhos importantes no cinema e já havia demonstrado uma maturidade incomum para uma atriz tão jovem. Sua presença em filmes como <em>Taxi Driver</em> havia estabelecido uma imagem muito diferente daquela que Ringwald levaria para <em>Clube dos Cinco</em>, o que mostra como Hughes considerou possibilidades bastante variadas antes de definir o elenco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A escolha de Ringwald acabou funcionando especialmente bem porque ela já possuía uma relação profissional com Hughes. Os dois haviam trabalhado juntos em <strong>Gatinhas e Gatões (Sixteen Candles, 1984)</strong>, e a atriz rapidamente se tornou uma das figuras mais associadas ao cinema adolescente produzido pelo diretor durante os anos 80.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">Anthony Michael Hall impressionou Stanley Kubrick</h2>



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<p class="wp-block-paragraph">Depois de assistir ao trabalho de <strong>Anthony Michael Hall</strong>, Stanley Kubrick demonstrou interesse em contratar o ator para <strong>Nascido para Matar (Full Metal Jacket, 1987)</strong>. Kubrick era conhecido por seu processo extremamente cuidadoso de seleção de elenco, e o interesse pelo jovem ator mostra o impacto que sua atuação havia causado naquele período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hall estava se tornando um dos rostos mais conhecidos da geração de atores adolescentes de Hollywood. Em <em>Clube dos Cinco</em>, ele interpretava Brian Johnson, o estudante extremamente inteligente que carrega uma enorme pressão familiar e acadêmica, personagem que permitia ao ator demonstrar uma dimensão muito maior do que simplesmente a do “nerd” da escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O papel de Joker em <em>Nascido para Matar</em> acabou ficando com <strong>Matthew Modine</strong>, e a decisão de Hall de não participar do filme de Kubrick se tornou um dos grandes “e se?” de sua carreira. A curiosidade também demonstra como <em>Clube dos Cinco</em> ajudou a chamar a atenção de cineastas que enxergavam naquele elenco adolescente um potencial que ia muito além das comédias escolares.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">A Universal inicialmente queria outro tipo de filme adolescente</h2>



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<p class="wp-block-paragraph">Quando <strong>John Hughes</strong> apresentou <em>Clube dos Cinco</em>, a ideia não correspondia exatamente ao modelo de comédia adolescente que Hollywood estava acostumada a produzir. O estúdio esperava elementos mais convencionais do gênero, enquanto Hughes queria concentrar a narrativa nas conversas, nos conflitos pessoais e nas relações entre os cinco estudantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa diferença de expectativas poderia ter alterado completamente o filme. Produções adolescentes da época frequentemente exploravam festas, romances, situações sexuais e humor mais explícito, enquanto Hughes queria fazer algo muito mais concentrado na experiência emocional dos personagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado acabou sendo justamente uma das características que diferenciaram <em>Clube dos Cinco</em>. Ao colocar cinco adolescentes presos em uma biblioteca durante um sábado, Hughes transformou uma situação aparentemente banal em uma espécie de laboratório social, onde cada personagem começa a questionar o próprio rótulo e também a maneira como enxerga os outros.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">Judd Nelson permaneceu no personagem até fora das câmeras</h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="745" height="335" src="https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-curiosidades-03.jpg" alt="Anthony Michael Hall, John Hughes e Judd Nelson nos bastidores de Clube dos Cinco (1985)" class="wp-image-174" srcset="https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-curiosidades-03.jpg 745w, https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-curiosidades-03-300x135.jpg 300w, https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-curiosidades-03-640x288.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 745px) 100vw, 745px" /></figure>



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<p class="wp-block-paragraph">A relação entre <strong>Judd Nelson</strong> e Molly Ringwald durante as filmagens ficou famosa por um motivo bastante peculiar. Nelson interpretava John Bender como um personagem agressivo e provocador, e decidiu manter parte desse comportamento mesmo quando as câmeras estavam desligadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atitude incomodou Ringwald e chegou a preocupar John Hughes. Segundo relatos registrados sobre a produção, o diretor chegou a considerar demitir Nelson por causa do comportamento do ator, mas <strong>Paul Gleason</strong>, que interpretava o diretor Richard Vernon, defendeu o colega e argumentou que Nelson estava tentando permanecer dentro do personagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a técnica tenha criado tensão no set, ela também contribuiu para a dinâmica entre Bender e os outros personagens. Nelson levou a personalidade agressiva de Bender para várias situações fora das cenas, criando um ambiente em que a hostilidade do personagem parecia mais espontânea. Décadas depois, essa história continua sendo uma das curiosidades mais conhecidas dos bastidores do filme.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">Judd Nelson chegou a se infiltrar em uma escola</h2>



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<p class="wp-block-paragraph">Judd Nelson levou sua preparação para <strong>John Bender</strong> a um nível bastante peculiar. Durante as filmagens, o ator teria se infiltrado em uma escola secundária próxima ao local da produção e convencido estudantes de que era realmente um aluno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nelson tinha <strong>24 anos</strong> na época, o que tornava a situação ainda mais curiosa. Segundo o relato associado à produção, ele chegou a comprar cerveja para alguns estudantes utilizando uma identidade falsa e depois pediu que o levassem de volta ao hotel onde o elenco estava hospedado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A história combina perfeitamente com a personalidade de Bender, embora seja importante separar o ator do personagem. Nelson estava utilizando aquela experiência como uma espécie de brincadeira e observação do comportamento adolescente, enquanto Bender era um personagem criado por Hughes. Ainda assim, a história se tornou uma das anedotas mais divertidas dos bastidores de <em>Clube dos Cinco</em>.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">A mãe e a irmã de Brian eram parentes de verdade de Anthony Michael Hall</h2>



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<p class="wp-block-paragraph">Uma das curiosidades mais simpáticas de <strong>Clube dos Cinco</strong> acontece antes mesmo de os cinco estudantes entrarem na biblioteca. A mãe e a irmã de <strong>Brian Johnson</strong>, personagem de Anthony Michael Hall, são interpretadas por pessoas que também eram sua mãe e sua irmã na vida real.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mercedes Hall</strong>, mãe de Anthony Michael Hall, interpreta a mãe de Brian, enquanto <strong>Mary Christian</strong>, irmã do ator, aparece como sua irmã. A escolha cria uma pequena camada de autenticidade em uma sequência que estabelece imediatamente a enorme pressão acadêmica exercida sobre o personagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O detalhe também reforça a proximidade de Hall com o universo de John Hughes. O ator já havia trabalhado com o diretor em <em>Gatinhas e Gatões</em> e rapidamente se tornou uma das figuras centrais do cinema adolescente dos anos 80. No elenco oficial, Mercedes Hall aparece como a mãe de Brian e Mary Christian como sua irmã.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">John Hughes aparece no próprio filme</h2>



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<p class="wp-block-paragraph">John Hughes não ficou apenas atrás das câmeras em <strong>Clube dos Cinco</strong>. O diretor faz uma pequena participação não creditada como o <strong>pai de Brian Johnson</strong>, aparecendo no final do filme para buscar o filho depois da detenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma participação extremamente rápida e que pode passar despercebida, especialmente porque Hughes não era uma figura conhecida do grande público como ator. O momento, entretanto, virou uma espécie de assinatura pessoal do diretor dentro de um dos filmes mais importantes de sua carreira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aparição também fecha o arco de Brian de uma maneira curiosa. Durante praticamente todo o filme, o personagem fala sobre a pressão que sofre em casa e sobre a necessidade de corresponder às expectativas acadêmicas. No final, seu pai aparece rapidamente, completando a família que havia sido apresentada no começo da história.</p>



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<p class="wp-block-paragraph" style="font-style:normal;font-weight:100">Leia também:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-sintoniza wp-block-embed-sintoniza"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://sintoniza.com.br/cacadores-de-emocao-ja-assistiu-ao-filme/
</div></figure>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">A cena em que os cinco contam seus problemas não estava no roteiro</h2>



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<p class="wp-block-paragraph">Uma das cenas mais importantes de <strong>Clube dos Cinco</strong> acontece quando os cinco estudantes deixam de lado as provocações e começam a conversar sobre os motivos que os levaram à detenção. O momento parece cuidadosamente planejado, mas a estrutura da conversa nasceu justamente da liberdade dada por John Hughes aos atores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sequência em que eles se sentam no chão da biblioteca e contam histórias pessoais <strong>não estava originalmente roteirizada daquela maneira</strong>. Hughes pediu que o elenco improvisasse e permitiu que os atores contribuíssem com elementos próprios para seus personagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado é uma das passagens mais humanas do filme. Em vez de parecer uma exposição artificial de informações, a conversa transmite a sensação de que aqueles adolescentes estão realmente descobrindo uns aos outros. Hughes também era conhecido por aceitar contribuições dos atores, e algumas improvisações acabaram entrando definitivamente na versão final.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">“Don’t You (Forget About Me)” quase foi gravada por outros artistas</h2>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Simple Minds - Don&amp;apos;t You (Forget About Me) (Tradução)" width="1380" height="776" src="https://www.youtube.com/embed/dHgEncWB_eo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption"><sup>Clipe da música Don&#8217;t You (Forget About Me) estrelado pela banda Simple Minds</sup></figcaption></figure>



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<p class="wp-block-paragraph">É impossível falar de <strong>Clube dos Cinco</strong> sem mencionar <strong>“Don’t You (Forget About Me)”</strong>, do Simple Minds. A música abre e encerra o filme e acabou se tornando uma das canções mais associadas ao cinema dos anos 80, mas o Simple Minds não foi a primeira opção para gravá-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A música foi composta por <strong>Keith Forsey e Steve Schiff</strong> especificamente para o filme e chegou a ser oferecida a outros artistas, incluindo <strong>Bryan Ferry e Billy Idol</strong>, antes de chegar ao Simple Minds. A banda inicialmente não demonstrou grande entusiasmo pela ideia, mas acabou aceitando gravar a canção depois de ser convencida por diferentes pessoas envolvidas no projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até mesmo o famoso “la la la” do final nasceu de maneira inesperada. O vocalista <strong>Jim Kerr</strong> improvisou aquele trecho porque ainda não tinha uma letra definitiva para a parte final, mas Keith Forsey gostou do resultado e insistiu para que permanecesse na gravação. O improviso acabou se transformando em uma das partes mais reconhecíveis da música.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">A dança final quase foi completamente diferente</h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="745" height="335" src="https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-dance.jpg" alt="Claire  e Alisson iniciando uma das danças mais famosas do cinema no filme Clube dos Cinco" class="wp-image-326" srcset="https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-dance.jpg 745w, https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-dance-300x135.jpg 300w, https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-dance-640x288.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 745px) 100vw, 745px" /></figure>



<div style="height:9px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">A sequência em que os cinco personagens dançam pela biblioteca é uma das imagens mais reconhecíveis de <strong>Clube dos Cinco</strong>, mas a ideia original era muito mais simples. O roteiro previa inicialmente que <strong>Claire dançasse sozinha</strong>, já que a sequência deveria destacar a personagem de Molly Ringwald.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ringwald, entretanto, não se sentiu confortável com a ideia de realizar a dança sozinha. Hughes decidiu então transformar a situação e envolver todo o elenco, criando uma sequência coletiva que acabou se tornando uma das marcas visuais do filme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mudança demonstra como algumas das cenas mais lembradas de <em>Clube dos Cinco</em> nasceram da interação entre diretor e elenco. O resultado também combina com a transformação narrativa do filme: os cinco personagens começam separados por seus estereótipos, mas terminam compartilhando um momento que visualmente representa a aproximação entre eles.</p>



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<h2 class="wp-block-heading has-medium-font-size" style="font-style:normal;font-weight:100;text-transform:uppercase">A escola de Clube dos Cinco também aparece em Curtindo a Vida Adoidado</h2>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="745" height="335" src="https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-curiosidades-04.jpg" alt="John Bender  interpretado por Judd Nelson no filme clube dos cinco" class="wp-image-175" srcset="https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-curiosidades-04.jpg 745w, https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-curiosidades-04-300x135.jpg 300w, https://sintoniza.com.br/wp-content/uploads/2020/03/clube-dos-cinco-curiosidades-04-640x288.jpg 640w" sizes="auto, (max-width: 745px) 100vw, 745px" /></figure>



<div style="height:9px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph">Grande parte da história de <strong>Clube dos Cinco</strong> acontece dentro da Shermer High School, uma escola fictícia localizada no subúrbio de Chicago. O cenário, entretanto, não foi criado inteiramente em um estúdio: a produção utilizou uma escola real chamada <strong>Maine North High School</strong>, em Des Plaines, Illinois.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prédio já estava fechado quando as filmagens aconteceram e acabou sendo transformado no principal espaço do filme. Como a biblioteca real não possuía as dimensões necessárias para acomodar toda a produção, a equipe construiu uma versão maior dentro do ginásio da escola, reproduzindo o ambiente necessário para a história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O local também ficou famoso entre os fãs de John Hughes porque a mesma escola foi utilizada em <strong>Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller&#8217;s Day Off, 1986)</strong>. A conexão é ainda mais interessante porque Hughes utilizou repetidamente o fictício <strong>Shermer, Illinois</strong>, como cenário de suas histórias, criando uma espécie de universo recorrente para seus filmes adolescentes.</p>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-style:normal;font-weight:100">Dicas de post:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li style="font-style:normal;font-weight:100"><a href="https://sintoniza.com.br/curtindo-a-vida-adoidado-dialogos-inesqueciveis/" target="_blank" rel="noopener" title="">Curtindo a Vida Adoidado! Relembre o monólogo de Ferris Bueller</a></li>



<li style="font-style:normal;font-weight:100"><a href="https://sintoniza.com.br/15-filmes-de-terror-dos-anos-80-que-continuam-insuperaveis/" target="_blank" rel="noopener" title="">Filmes de terror (80s) que continuam insuperáveis</a></li>
</ul>



<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div style="height:23px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="wp-block-paragraph"><sub>Fonte: <a href="https://www.imdb.com/">IMDB</a></sub></p>



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