Desmascarados! Os verdadeiros monstros do cinema. Preparado?
19 de outubro de 2025Conheça os atores que deram vida aos vilões mais icônicos do cinema e os segredos por trás de suas performances assustadoras.
Você já parou para pensar em quem estava por trás dos principais monstros do cinema? Talvez, por um acaso do destino, você cruzasse na rua com Bolaji Badejo ou com Nick Castle. Sem maquiagem, sem figurino, você provavelmente nem reconheceria, mas teria acabado de encontrar uma verdadeira lenda do terror.
Figuras como Ghostface, Predador, Pennywise e Leatherface se tornaram símbolos da cultura pop. Mas, por trás dessas criaturas, existem atores que muitas vezes foram esquecidos. São artistas que se entregaram fisicamente e mentalmente, mas que raramente receberam o mesmo reconhecimento que suas criações.
Neste post, vamos revelar quem são os atores por trás dos monstros mais icônicos do cinema de terror, e como esses papéis moldaram suas carreiras. Um mergulho para descobrir que, no fim das contas, os monstros mais assustadores também são… incrivelmente humanos.
Gunnar Hansen: O Massacre surpreendente de leatherface

Vagamente inspirada na história do serial killer Ed Gein, O Massacre da Serra elétrica até hoje gera debates a respeito de seus méritos estéticos. Considerado por muitos críticos como um dos filmes mais assustadores já produzidos.
O grande responsável pelo sucesso foi Gunnar Hansen, seu desempenho frenético e marcante do assassino Leatherface se tornou um verdadeiro ícone do cinema de horror. Uma curiosidade, durante a produção o ator costumava ficar mais de doze horas carregando a pesada motosserra.
Nascido em Reykjavik, Hansen se mudou com a família para os EUA aos cinco anos, estabelecendo-se no Maine, e depois no Texas. Lá, formou-se em Inglês e Matemática, com pós-graduação em Estudos Escandinavos e Inglês, pela Universidade do Texas em Austin.
Gunnar Hansen e a Criação de Leatherface, o Ícone do Terror

Em 1973, recém-formado e sem a intenção original de seguir carreira como ator, Hansen fez um teste para o filme de horror realizado em Austin. Impressionou os diretores com seu porte físico. A expressão corporal foi desenvolvida através da observação de pacientes em uma escola para necessidades especiais.
O filme foi seu maior sucesso, tanto que ele mesmo dizia: “Eu poderia ganhar um Nobel de Literatura, e meu túmulo diria: ‘Gunnar Hansen: Ele era Leatherface.”
Do Baixo Orçamento ao Milhão: O Impacto de Leatherface no Cinema

Foram 31 milhões de dólares arrecadados apenas nos EUA. Importante lembrar que Gunnar Hansen recebeu cerca de 800 dólares pela atuação. O ator não emplacou nenhum outro sucesso, mas ainda é reconhecido como uma figura muito importante.
O sucesso foi tanto que o Museu de Arte Moderna de Nova York comprou uma cópia para sua coleção permanente. Durante muito tempo o filme foi considerado a produção de baixo orçamento mais lucrativa da história do cinema.
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Atuou em diversos outros trabalhos, principalmente dentro do gênero terror, como Hollywood Chainsaw Hookers (1988) e Reykjavik Whale Watching Massacre (2009). Também escreveu roteiros, documentários e memórias, como Islands at the Edge of Time (1993) e Chain Saw Confidential (2013), um olhar nos bastidores de Texas Chain Saw Massacre.
Hansen viveu em Maine por cerca de 40 anos, onde conciliou a atuação com suas atividades como escritor. Faleceu aos 68 anos, vitimado por câncer no pâncreas em 7 de novembro de 2015. Na época de sua morte, trabalhou como roteirista e produtor de Death House, que seria lançado postumamente.
Nick Castle: O primeiro é unico Michael Myers

O impacto foi imediato, Halloween – A Noite do Terror (1978) revitalizou o gênero slasher e influenciou gerações de produções de terror. Mesmo décadas depois de seu lançamento, Halloween continua sendo uma referência obrigatória para cineastas e fãs.
Após sua icônica estreia como ator, Nick Castle construiu uma sólida carreira atrás das câmeras. Dirigiu o cultuado O Último Guerreiro das Estrelas (1984), pioneiro no uso de CGI no cinema, além da comédia de sucesso Denis, o Pimentinha (1993). Também brilhou como roteirista, assinando a coautoria do clássico futurista Fuga de Nova York (1981), novamente ao lado de Carpenter.
Michael Myers: A Criação do Vilão que Mudou o Cinema de Terror

A forma como Michael Myers se move nas sombras, nasceu da parceria entre o mestre do terror John Carpenter e o então jovem ator e cineasta Nick Castle. Não apenas interpretou Myers na maioria das cenas do clássico Halloween, como também definiu sua linguagem corporal minimalista e a respiração ofegante, que se tornaram características inseparáveis do personagem.
Sua contribuição ajudou a firmar Halloween como um pilar do cinema slasher e a transformar o vilão em um ícone cultural que resiste ao tempo.
Um dos Filmes Independentes Mais Lucrativos da História do Cinema

Apesar do baixo orçamento de apenas US$ 325 mil, Halloween – A Noite do Terror surpreendeu ao se tornar um verdadeiro fenômeno de bilheteria. O filme arrecadou mais de US$ 70 milhões ao redor do mundo. Esse feito impressionante consolidou a produção como um dos filmes independentes mais lucrativos da história do cinema. Apesar dos números exorbitantes, Castle foi recebeu cerca de US$ 25 por dia.
O Retorno à Máscara: Nick Castle de Volta como Michael Myers
Em 2018, Castle reprisou o papel de Michael Myers com uma participação especial em Halloween (com direção de David Gordon Green). Forneceu a respiração ofegante do personagem e apareceu brevemente em uma participação, dividindo o papel com o dublê James Jude Courtney. Em Halloween Ends (2022), voltou com uma participação menor, mas sua respiração continuou presente.
Bolaji Badejo: o homem por trás do xenomorfo

O terror sufocante de Alien não seria o mesmo sem a presença física de Bolaji Badejo, um jovem artista nigeriano de 2,18m de altura que foi escolhido para dar vida ao xenomorfo no clássico de Ridley Scott.
Descoberto por acaso em um pub londrino, Badejo foi imediatamente considerado perfeito para o papel: sua altura descomunal, magreza e proporções corporais incomuns criariam a silhueta antinatural que H. R. Giger, responsável pelo design da criatura, havia imaginado.
A criação do predador perfeito: como Bolaji Badejo se tornou o xenomorfo de Alien

Nos sets de filmagem, Badejo utilizava uma fantasia complexa que transformava seu corpo em algo quase sobre-humano, com braços e pernas longos e movimentos que evocavam tanto elegância quanto ameaça. Mais do que apenas vestir a roupa, ele trabalhou com coreógrafos para criar gestos e deslocamentos que reforçassem a ideia de um predador perfeito, sempre à espreita.
Para manter a atmosfera mais realista, Badejo foi isolado do resto da equipe, evitando vínculos que pudessem interferir em sua performance. O resultado foi uma das criaturas mais aterrorizantes já vistas no cinema, um monstro que, mesmo em breves aparições, deixava o espectador em pânico.
Como Alien (1979) Mudou o Cinema de Ficção Científica e Terror

Alien, o Oitavo Passageiro estreou em 1979 como uma produção relativamente modesta para os padrões de ficção científica da época, com um orçamento estimado em US$ 11 milhões. O filme surpreendeu a crítica e o público, arrecadando cerca de US$ 185 milhões mundialmente, um sucesso estrondoso que garantiu a criação de uma das franquias mais duradouras do cinema.
Mais do que números, Alien revolucionou o gênero ao misturar terror claustrofóbico com ficção científica sombria, criando uma atmosfera de paranoia que influenciaria dezenas de produções posteriores.
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Apesar de seu trabalho monumental, Bolaji Badejo nunca voltou a atuar no cinema. Depois de Alien, retornou à Nigéria e seguiu carreira como designer gráfico, falecendo precocemente em 1992, aos 39 anos. Ainda assim, sua contribuição única permanece como parte fundamental da história do terror e da ficção científica. Sem Badejo, o xenomorfo talvez não tivesse se tornado o ícone cultural que é até hoje.
Billy Bryan: O Artista por Trás do Stay Puft

Em Os Caça-Fantasmas (1984), foi por pouco que Bill Murray e Dan Aykroyd não foram ofuscados pelos efeitos especiais, especialmente por uma criatura gigante e inesperadamente simpática: o Stay Puft Marshmallow Man. Apesar da aparência amigável, o monstro causou estragos em Nova York e se tornou um dos vilões mais queridos da cultura pop.
O Mestre dos Efeitos Especiais por Trás do Stay Puft
A mente por trás dessa criação foi o especialista em efeitos especiais Billy Bryan. Embora grande parte da criatura tenha sido animada em stop-motion, Bryan percebeu que algumas cenas exigiam uma abordagem mais realista. Para isso, criou um traje do tamanho exato do próprio corpo, permitindo movimentos mais naturais e impressionantes, que imortalizaram o Stay Puft como um ícone do terror cômico e da ficção fantástica.
A carreira de sucesso de um criador de monstros

Bryan é descrito como um “mestre fabricador de criaturas e artista de efeitos especiais”, com uma carreira que se estende por mais de 45 anos. Ele é conhecido por sua habilidade em criar trajes e criaturas realistas, utilizando uma combinação de técnicas tradicionais e modernas. Seu trabalho é caracterizado pela atenção aos detalhes e pela capacidade de dar vida a personagens fantásticos de maneira convincente.
Além do Marshmallow Man, Bryan também contribuiu para o assustador Mostro do Poço em Uma Noite Alucinante 3, Duna (1984), Homem-Aranha 2 (2004), MIB – Homens de Preto (1997) e muitos outros.
A carreira de sucesso de um criador de monstros

Hoje com 70 anos, Billy Bryan continua ativo como artista de efeito especial, com mais de 45 anos de carreira, Bryan segue sendo referência na criação de criaturas e trajes para cinema. Seu último grande trabalho foi justamente na franquia responsável pelo seu sucesso, Caça-Fantasmas (2016).
Robert Englund: o verdadedeiro pesadelo por trás de Freddy Krueger

Robert Englund é um dos nomes mais marcantes da história do cinema de terror. Nascido em 1947, o ator californiano construiu sua carreira no teatro e em pequenos papéis de cinema antes de se tornar mundialmente conhecido ao interpretar Freddy Krueger em A Hora do Pesadelo (1984), clássico dirigido por Wes Craven. Com sua interpretação única, transformou o vilão em um dos personagens mais icônicos do gênero slasher, reprisando o papel em sete sequências, além da série de TV Freddy’s Nightmares.
Mais do que apenas vestir a maquiagem pesada e a famosa luva com lâminas, Robert Englund criou a personalidade de Freddy Krueger com sua voz sarcástica, movimentos de cena e presença ameaçadora. O resultado foi um antagonista que se tornou referência cultural, influenciando gerações de cineastas e fãs de horror.
A carreira de Robert Englund além de Freddy Krueger

Embora seja inseparável de Freddy, Englund tem uma carreira diversificada no cinema de terror. Participou de produções como The Mangler, Wishmaster, Urban Legend e, mais recentemente, na série Stranger Things. Em 2023, ganhou destaque no documentário Hollywood Dreams & Nightmares: The Robert Englund Story, que revisita sua trajetória como ator e ícone do horror.
Além disso, Englund já deixou claro em entrevistas que não pretende retornar ao papel de Freddy Krueger em novos filmes, afirmando que a idade não lhe permite mais encarar fisicamente o personagem. Ainda assim, o ator não descarta a possibilidade de dar voz ao vilão em futuras produções animadas, mantendo viva sua ligação com a franquia.
O legado de Robert Englund no cinema de terror

Hoje, quando se fala em cinema de horror, o nome de Robert Englund é inevitável. Sua interpretação de Freddy Krueger em A Hora do Pesadelo consolidou o personagem como um dos maiores vilões da cultura pop. Mesmo após quase quatro décadas, a imagem do assassino dos pesadelos continua assombrando gerações, e Englund segue sendo celebrado em convenções, documentários e homenagens como um verdadeiro mestre do terror.
Kevin Peter Hall: o gigante que deu vida ao Predador

Kevin Peter Hall nasceu em 9 de maio de 1955 em Pittsburgh, Pensilvânia, e era notável por sua estatura impressionante de 2,18 m. Formado em Artes Dramáticas pela George Washington University, também foi jogador de basquete, atividade que reforçou sua presença física nos palcos e nas telas.
Em 1986, aos 31 anos, Hall foi escalado para interpretar o Predador (1987), substituindo Jean-Claude Van Damme. A escolha da produção foi reforçada por sua estatura, conferindo credibilidade ao alienígena caçador.
Kevin Peter Hall: o corpo e a alma que imortalizou o caçador intergaláctico

Hall encarnou o Predador nos dois primeiros filmes, trazendo ao personagem uma combinação de mímica e dança tribal que elevou sua linguagem corporal ameaçadora. Sua interpretação tornou-se referência entre fãs e especialistas: em fóruns, muitos elogiam como suas movimentações, mais graciosas e bem coreografadas, ainda são o padrão para os Predadores subsequentes.
Além da franquia, Hall interpretou o gigante Harry de Um Hóspede do Barulho (1987) e reprisou o papel na série de TV entre 1990 e 1991.
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Tragédia precoce e legado eterno de uma lenda do cinema de ficção e terror

Kevin Peter Hall faleceu em 10 de abril de 1991, aos 35 anos. Apesar da carreira interrompida, sua contribuição como o Predador original o transformou em lenda dentro do gênero de terror e ficção científica, com fãs celebrando sua técnica e presença até hoje.
Tim Curry: o ator por trás de Darkness e Pennywise

Tim Curry não fica exatamente escondido, mas sua carreira ganhou destaque justamente em papéis onde estava transformado em figuras monstruosas por meio de maquiagem pesada e próteses complexas. Apesar de ter atuado em diferentes gêneros, foi no terror e na fantasia que ele se eternizou, tornando-se um ícone capaz de dar vida a vilões assustadores e carismáticos.
Escuridão em A Lenda (1985)

Quando falamos sobre A Lenda (1985), poucos lembram que o filme é dirigido por Ridley Scott e traz um jovem Tom Cruise no elenco. A verdadeira estrela da produção é Escuridão, o Senhor das Trevas interpretado por Curry. Coberto por próteses impressionantes e com movimentos cuidadosamente trabalhados, ele transformou a criatura em um vilão único, que une beleza, ameaça e magnetismo.
Pennywise em It: Uma Obra-Prima do Medo (1990)

O grande sucesso da carreira de Curry, para muitos, continua sendo o assustador palhaço Pennywise. Sua atuação na minissérie It: Uma Obra-Prima do Medo (1990) definiu o personagem para gerações, tornando-o um dos vilões mais temidos da TV. Mesmo em um mundo dominado por efeitos digitais, sua performance continua atual e impossível de ignorar.
Um mestre silenciado
Antes mesmo de Pennywise e Escuridão, Curry já havia conquistado o público como o excêntrico Dr. Frank-N-Furter em The Rocky Horror Picture Show (1975). Essa versatilidade marcou sua carreira: de vilões grotescos a personagens cômicos e dublagens memoráveis, Curry sempre demonstrou presença marcante e talento incomparável.
Apesar de enfrentar problemas de saúde após um derrame em 2012, Curry,hoje com 71 anos, segue ativo em convenções, dublagens e aparições especiais. Seu legado é celebrado por fãs ao redor do mundo, que reconhecem nele um dos maiores atores a trabalhar sob maquiagem e efeitos práticos, transformando personagens em ícones culturais.
Ghostface: Quem deu vida ao assassino mascarado?

Depois do sucesso de Quadrilha de Sádicos (1977) e A Hora do Pesadelo (1984), muitos acreditavam que a carreira de Wes Craven tinha chegado ao auge e não poderia ser superada. Mas em 1996, o diretor surpreendeu o mundo ao criar Pânico, uma das franquias de terror mais populares e bem-sucedidas da história do cinema.
E dentro desse universo nasceu Ghostface, o assassino mascarado que conquistou status de ícone cultural. Dois nomes foram fundamentais para dar vida a esse vilão: Dane Farwell e Roger L. Jackson. E talvez tudo possa ser resumido em uma única frase que marcou gerações: “Hello, Sidney”.
Dane Farwell – O corpo por trás da máscara
O dublê Dane Farwell foi quem deu corpo aos movimentos de Ghostface em Pânico (1996), Pânico 2 (1997) e Pânico 4 (2011). Foi ele quem estabeleceu a fisicalidade do assassino: os movimentos rápidos, o jeito de segurar a faca, os tropeços humanos e até o gesto marcante de limpar a lâmina após um ataque.
Essas escolhas ajudaram a consolidar Ghostface como um vilão único, ao mesmo tempo ameaçador e imprevisível. Vale lembrar que Farwell não participou de Pânico 3 (2000), e sua ausência foi sentida por muitos fãs, já que o personagem não parecia ter a mesma intensidade física.
Fora da franquia, Dane Farwell construiu uma carreira sólida em Hollywood como dublê e stunt performer, participando de grandes produções como Titanic, Piratas do Caribe, Capitão América, Duro de Matar e muitos outros blockbusters.
Roger L. Jackson – A voz que arrepia

Se Farwell criou os movimentos, a voz de Ghostface ficou a cargo de Roger L. Jackson. É dele o tom ameaçador e sarcástico por trás das ligações telefônicas que aterrorizam Sidney Prescott e suas amigas.
Embora no universo do filme o personagem use um aparelho modulador de voz, na prática era Jackson quem dava vida a cada fala, tornando-as únicas, com nuances de humor macabro e tensão.
Além de Pânico, Roger Jackson construiu uma carreira de destaque como dublador: No cinema, participou de Marte Ataca! (1996). Na TV, ficou eternizado como a voz do vilão Macaco Louco no desenho As Meninas Superpoderosas. Nos games, emprestou sua voz para títulos como The Walking Dead, Guild Wars 2, Mass Effect 3 e The Darkness II.
Roberto Campanella: O homem por trás de Pyramid Head em Silent Hill

Poucos monstros do cinema de terror conseguem causar tanto impacto quanto o icônico Pyramid Head. A criatura, saída diretamente dos videogames para as telas de cinema, ganhou forma e presença graças ao trabalho de Roberto Campanella, ator, coreógrafo e especialista em movimento. Em Silent Hill (2006), ele foi o responsável por encarnar não apenas o temido Red Pyramid, mas também o aterrorizante zelador Colin, na versão humana e monstruosa.
Mais do que um simples intérprete, Campanella atuou como coordenador de movimento do filme, ajudando a definir a linguagem corporal de todas as criaturas. Essa atenção aos detalhes foi fundamental para transformar Silent Hill em uma experiência visual e sensorial única, onde cada passo, cada gesto e cada inclinação de cabeça reforçavam a atmosfera sufocante do terror psicológico.
A criação de um monstro lendário

O traje de Pyramid Head não era nada simples: incluía uma pesada estrutura com a icônica cabeça triangular e botas que adicionavam cerca de 40 centímetros à altura de Campanella, tornando a criatura ainda mais imponente. Mesmo com todas essas limitações, ele conseguiu imprimir ao personagem uma fisicalidade marcante, misturando lentidão calculada e brutalidade que o tornaram inesquecível para os fãs.
Em 2012, Campanella reprisou o papel em Silent Hill: Revelation, reforçando sua ligação definitiva com a criatura mais famosa da franquia.
Além de Silent Hill: uma carreira marcada pelo movimento
Apesar de ter se tornado conhecido do grande público como o “homem por trás de Pyramid Head”, Roberto Campanella tem uma carreira extensa. Ele participou como coreógrafo de movimento e ator em diversas produções, muitas vezes em papéis ligados a criaturas ou personagens que exigem uma fisicalidade diferenciada.
Entre seus trabalhos, estão participações em filmes e séries como: A Forma da Água (2017), The Strain (2014–2017), Pacific Rim (2013).
Essa versatilidade mostra como Campanella se consolidou como um nome essencial quando o assunto é dar vida a personagens fantásticos através da combinação de interpretação física e efeitos práticos.
Bill Skarsgård: O ator por trás de Pennywise e Nosferatu

Quando se fala em monstros modernos do cinema, poucos atores conseguem carregar tanto peso e transformar o visual em algo memorável. Bill Skarsgård, nascido em 1990 na Suécia, tornou-se referência ao interpretar criaturas que combinam horror e presença física intensa. Entre elas, o aterrorizante Pennywise e o vampiro lendário Conde Orlok / Nosferatu.
Pennywise: O palhaço do medo (It, 2017 / 2019)

Skarsgård deu vida ao icônico palhaço demoníaco Pennywise nos filmes It (2017) e It: Capítulo Dois (2019), adaptação da obra de Stephen King.
Sua atuação vai muito além da maquiagem e próteses, Bill trabalhou cuidadosamente na expressão facial, voz alterada e movimentos corporais, criando um personagem que se tornou aterrorizante e inesquecível. A habilidade do ator em alternar entre o cômico e o aterrorizante fez de Pennywise um dos vilões mais populares do cinema moderno.
Mesmo com dezenas de cenas intensas, Skarsgård trouxe nuances psicológicas para Pennywise, mostrando que o monstro não era apenas físico, mas também manipulador e assustador em suas palavras. A performance garantiu reconhecimento mundial e consolidou o ator como especialista em personagens monstruosos.
Count Orlok / Nosferatu: O vampiro sombrio (Nosferatu, 2024)

Em Nosferatu (2024), dirigido por Robert Eggers, Bill Skarsgård assume o papel do lendário Conde Orlok, o vampiro original do cinema. Diferente de Pennywise, Orlok exige uma postura física monstruosa e vocal profunda, criando um terror mais gótico e silencioso.
Para dar vida ao vampiro, Skarsgård passou por três a seis horas diárias de maquiagem e próteses, além de treinamento vocal com técnicas de canto operístico para alcançar a ressonância exigida pelo personagem. Ele descreve Orlok como “nojento” e “sexualizado”, um vilão que provoca uma mistura de medo e fascínio, um contraste marcante com o humor macabro de Pennywise.
Apenas o início de uma carreira assustadora
Além de suas performances monstruosas, Bill participou de outros filmes e séries: Barbarian (2022), John Wick: Capítulo 4, Boy Kills World (2024).
Skarsgård reprisa o papel de Pennywise no prelúdio Welcome to Derry. Bill Skarsgård se destaca apenas por sua habilidade de atuação, mas também por transformar criaturas de terror em ícones cinematográficos modernos. Seja como o palhaço assassino ou o vampiro ancestral, sua presença é marcante e continua a impressionar fãs e críticos.
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Fonte: IMDB


