Missão: Impossível (1996): 15 curiosidades sobre o clássico de Tom Cruise

Missão: Impossível (1996): 15 curiosidades sobre o clássico de Tom Cruise

Do salto no aquário à clássica cena do teto: o primeiro Missão: Impossível estrelado por Tom Cruise reinventou a espionagem no cinema. Descubra os bastidores, segredos e histórias por trás desse clássico de Brian De Palma.

Sobre o filme:

  • Ano: 1996
  • Direção: Brian De Palma
  • IMDb: 7,2/10
  • Elenco: Tom Cruise, Jon Voight, Emmanuelle Béart, Henry Czerny, Jean Reno, Ving Rhames, Kristin Scott Thomas e Vanessa Redgrave
  • Oscar: Não recebeu indicação ao Oscar
  • Duração: 1h50min
  • Gênero: Ação, aventura, espionagem e suspense

Antes de se transformar em uma das maiores franquias de ação do cinema, Missão: Impossível (1996) era simplesmente uma tentativa de levar para a tela grande uma das séries de espionagem mais importantes da televisão americana. O resultado, porém, acabou sendo muito diferente do que o público poderia esperar. Em vez de reproduzir fielmente a estrutura da série original dos anos 60, o diretor Brian De Palma criou um thriller de espionagem marcado por paranoia, traições, suspense e sequências de ação cuidadosamente construídas.

No centro da história está Ethan Hunt, interpretado por Tom Cruise, um agente da IMF que vê sua equipe ser praticamente destruída durante uma missão em Praga e passa a ser considerado suspeito pela própria organização. Para provar sua inocência, ele precisa descobrir quem está por trás da conspiração e, ao mesmo tempo, aprender a agir sem poder confiar completamente em ninguém. A ideia de transformar um agente de equipe em um homem isolado ajudou a estabelecer uma identidade própria para a franquia.

O filme também apresentou algumas das cenas que definiriam o cinema de ação dos anos 90. A sequência em que Ethan invade o cofre da CIA pendurado pelo teto se tornou imediatamente icônica, enquanto a explosão do restaurante e a perseguição final sobre o trem mostraram que Tom Cruise estava disposto a colocar o próprio corpo no centro da ação.

Mas existe muito mais por trás de Missão: Impossível (1996) do que as cenas que chegaram às telas. O projeto passou por mudanças de roteiro, diferentes possibilidades de elenco, problemas de produção, rumores sobre a relação entre Cruise e De Palma e soluções técnicas bastante criativas. Por isso, reunimos 15 curiosidades sobre Missão: Impossível (1996) que ajudam a entender como o primeiro filme da franquia foi produzido e por que ele continua sendo tão importante para o cinema de espionagem.

Brian De Palma foi direto ao ponto com o consultor da série original

O diretor Brian De Palma dando algumas orientações para Tom Cruise no fime Missão: Impossível (1996)

Uma das histórias mais curiosas dos bastidores de Missão: Impossível envolve Reza Badiyi, diretor que trabalhou extensivamente na série original de televisão exibida a partir de 1966. Badiyi foi convidado pela Paramount para acompanhar a produção cinematográfica como consultor, uma tentativa de estabelecer alguma ligação entre o novo filme e o programa que havia inspirado o projeto.

A situação, porém, não durou muito. Segundo o relato preservado sobre a produção, Brian De Palma conversou com Badiyi e explicou que gostava bastante da série original, mas que seu filme seguiria um caminho completamente diferente. O diretor teria sido bastante sincero ao dizer que a presença de alguém ligado à série poderia deixar os dois desconfortáveis, já que De Palma não pretendia reproduzir exatamente a fórmula televisiva.

Badiyi teria entendido a situação e deixado a produção sem criar conflito. A história é interessante porque revela desde muito cedo qual era a intenção de De Palma: Missão: Impossível não seria simplesmente uma versão cinematográfica da série, mas uma releitura. Essa decisão ajuda a explicar por que o filme possui uma atmosfera muito mais sombria e paranoica, aproximando-se do thriller de espionagem e do cinema de conspiração característico do diretor.

O projeto quase começou matando os personagens da série original

Uma das histórias mais sombrias associadas ao desenvolvimento de Missão: Impossível (1996) envolve uma versão inicial do roteiro que teria utilizado personagens da série original de uma maneira bastante diferente. Segundo declarações atribuídas ao ator Martin Landau, que interpretava Rollin Hand no programa dos anos 60, a ideia teria sido trazer antigos integrantes da equipe de volta para o filme apenas para eliminá-los logo no começo da história.

A proposta tinha uma função narrativa bastante clara: mostrar imediatamente que a nova produção não seria uma simples continuação da série televisiva. Em vez de tratar os personagens clássicos como heróis intocáveis, a história começaria eliminando referências do passado e colocando Ethan Hunt em uma situação completamente nova.

Os atores ligados à série teriam recusado participar de uma versão que utilizasse seus personagens dessa maneira. O resultado foi uma reformulação do conceito, mas a ideia de uma equipe sendo destruída logo no início permaneceu. No filme que chegou aos cinemas, a missão em Praga cumpre justamente essa função: Ethan perde quase todos os seus companheiros em poucos minutos e passa a ser tratado como suspeito, estabelecendo a paranoia que dominará o restante da história.

Missão: Impossível quase terminou o ano como o maior sucesso de 1996

Quando Missão: Impossível chegou aos cinemas, a Paramount não estava lançando apenas uma adaptação de uma série conhecida. O estúdio tinha em mãos uma produção de grande orçamento liderada por Tom Cruise, um dos maiores astros de Hollywood naquele momento, e as expectativas comerciais eram naturalmente elevadas.

O filme terminou sua passagem original pelos cinemas dos Estados Unidos e Canadá com aproximadamente US$ 180,98 milhões, uma cifra expressiva para 1996. No mercado internacional, arrecadou mais de US$ 276 milhões, levando seu total mundial para cerca de US$ 457,7 milhões, segundo os registros atuais de bilheteria. O orçamento estimado foi de US$ 80 milhões.

No mercado doméstico, Missão: Impossível terminou 1996 atrás de Independence Day e Twister, ficando entre os maiores sucessos daquele ano. O resultado foi importante não apenas financeiramente, mas também para estabelecer a franquia como uma propriedade cinematográfica capaz de continuar. O primeiro filme havia encontrado público suficiente para transformar Ethan Hunt em um personagem recorrente no cinema.

Tom Cruise colocou moedas nos sapatos para conseguir ficar suspenso

Tom Cruise na famosa cena de invaão ao cofre da CIA no filme Missão: Impossível (1996)

A sequência mais famosa de Missão: Impossível provavelmente é aquela em que Ethan Hunt invade uma sala de segurança da CIA e fica suspenso a poucos centímetros do chão. A cena exige que o personagem permaneça praticamente imóvel enquanto tenta evitar qualquer movimento que possa ativar o sistema de segurança.

Durante as filmagens, porém, havia um problema bastante simples e difícil de resolver: Tom Cruise continuava perdendo o equilíbrio. Como o ator estava preso por um cabo e precisava manter o corpo praticamente paralelo ao chão, qualquer pequena mudança de peso alterava sua posição. Além disso, sua cabeça chegava a tocar o chão durante algumas tentativas.

A solução encontrada por Cruise foi colocar moedas britânicas dentro dos sapatos, utilizando o peso como contrapeso para controlar melhor o corpo. A história se tornou uma das curiosidades mais famosas dos bastidores do filme e resume bem uma característica que marcaria a franquia: muitas das cenas aparentemente impossíveis dependiam de soluções físicas extremamente simples.

Tom Cruise trocou seu salário por uma participação nos lucros

Tom Cruise não era apenas o protagonista de Missão: Impossível. O ator também era produtor do projeto ao lado de Paula Wagner e utilizou sua posição dentro da produção para ajudar a definir a escala que o filme teria. A participação de Cruise foi decisiva para convencer a Paramount a transformar a adaptação televisiva em um grande espetáculo cinematográfico.

Uma das histórias mais conhecidas sobre o acordo financeiro afirma que Cruise abriu mão de um pagamento inicial de US$ 20 milhões em troca de uma participação na bilheteria. Segundo relatos reproduzidos por fontes de referência sobre o filme, o acordo teria feito com que o ator recebesse aproximadamente US$ 70 milhões pelo primeiro longa.

Essa negociação também ajuda a entender por que Cruise tinha interesse direto no desempenho do filme. Ele não estava apenas trabalhando como ator contratado para interpretar Ethan Hunt; era produtor e tinha participação financeira no projeto. O modelo ajudou a consolidar uma relação que continuaria nos filmes seguintes e que transformaria o personagem em uma das principais marcas da carreira do ator.

Ethan Hunt não dispara uma única vez no filme

Para uma produção que seria apresentada ao público como um grande filme de ação, Missão: Impossível possui uma característica bastante incomum: Ethan Hunt não dispara uma arma durante toda a história. Mais do que isso, o primeiro longa é o único filme da franquia em que o personagem não participa de tiroteios propriamente ditos.

Isso pode parecer estranho quando lembramos da reputação que a série construiu posteriormente. Os filmes seguintes ficariam conhecidos por perseguições, explosões, tiroteios e grandes sequências físicas, enquanto Ethan Hunt se transformaria gradualmente em um agente capaz de enfrentar praticamente qualquer ameaça.

No primeiro filme, entretanto, Brian De Palma estava muito mais interessado em suspense e espionagem do que em transformar Ethan em uma máquina de combate. O protagonista passa boa parte da história tentando descobrir quem o traiu, manipulando informações, utilizando disfarces e preparando operações clandestinas. A ausência de tiroteios ajuda a diferenciar o longa de outros filmes de ação da época e aproxima sua estrutura do thriller de espionagem clássico.

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Brian De Palma criou um thriller de espionagem elegante, paranoico e cheio de reviravoltas.

Tom Cruise escolheu Missão: Impossível para inaugurar sua produtora

A adaptação cinematográfica de Missão: Impossível demorou anos para sair do papel. A Paramount já possuía os direitos da série de televisão e havia tentado desenvolver uma versão para o cinema, mas diferentes propostas não avançaram de maneira satisfatória. Tom Cruise era fã da série desde jovem e enxergou nela a oportunidade de iniciar uma nova etapa de sua carreira como produtor. O projeto acabou se tornando o primeiro longa da Cruise/Wagner Productions, empresa criada pelo ator em parceria com Paula Wagner.

Cruise inicialmente trabalhou no desenvolvimento da história com outros profissionais antes de chegar a Brian De Palma. O ator conheceu o diretor em um jantar relacionado a Steven Spielberg e, impressionado com sua filmografia, decidiu que De Palma seria o cineasta adequado para conduzir o projeto. A combinação entre a estrela de ação e o diretor conhecido por thrillers e narrativas de suspense acabou determinando a identidade do filme.

A explosão do aquário quase colocou Tom Cruise em uma situação perigosa

Tom Cruise saltando pela janela na famosa cena de invaão ao cofre da CIA do filme Missão: Impossível (1996)

A sequência do restaurante é uma das cenas mais espetaculares do primeiro Missão: Impossível. Ethan está no restaurante quando uma explosão destrói os enormes aquários do local, lançando uma quantidade impressionante de água, vidro e destroços pela sequência. O momento parece ter sido criado exclusivamente para proporcionar um espetáculo visual, mas sua origem foi uma ideia do próprio Tom Cruise.

O cenário possuía um enorme tanque de lagostas no centro e outros grandes aquários instalados acima dos personagens. Somados, os tanques continham aproximadamente 16 toneladas de água. A quantidade de vidro e água envolvida fez com que a equipe tivesse preocupações bastante reais sobre o que poderia acontecer quando tudo fosse destruído.

Brian De Palma chegou a testar a sequência utilizando um dublê, mas o resultado não tinha a mesma força. Cruise acabou realizando a cena, apesar do risco envolvido, e a sequência foi construída a partir de diferentes locações. A explosão e o salto foram realizados em estruturas controladas da produção, enquanto a fuga pelas ruas utiliza a cidade de Praga como parte do espetáculo. O resultado se tornou uma das imagens mais memoráveis do filme.

As máscaras do primeiro filme foram feitas com efeitos práticos

As famosas máscaras de Missão: Impossível se tornariam uma das marcas registradas da franquia. Ethan Hunt e outros agentes conseguem assumir a aparência de diferentes pessoas graças a uma tecnologia fictícia que permite criar réplicas extremamente convincentes do rosto de outra pessoa.

No primeiro filme, porém, essas transformações não dependiam das ferramentas digitais que se tornariam comuns em Hollywood nos anos seguintes. A produção utilizou efeitos práticos, maquiagem e efeitos mecânicos para criar as sequências de transformação, mantendo a sensação física de que um rosto estava literalmente sendo alterado diante da câmera.

Isso combina perfeitamente com a abordagem de Brian De Palma. O diretor estava interessado em suspense, ilusão e manipulação da percepção do espectador, e as máscaras funcionavam como uma extensão desse conceito. O filme não precisava explicar detalhadamente como aquela tecnologia funcionava; bastava mostrar Ethan assumindo outra identidade para transformar a máscara em uma ferramenta narrativa. A franquia desenvolveria o conceito nos filmes seguintes, mas a essência já estava presente em 1996.

Iluminar Praga foi uma operação gigantesca

Ethan Hunt (Tom Cruise) caminhando em Praga no filme Missão: Impossível (1996)

Praga possui uma importância enorme na identidade visual de Missão: Impossível (1996). A cidade não aparece apenas como pano de fundo para a história; sua arquitetura, suas ruas antigas e especialmente a região da Ponte Carlos ajudam a criar a atmosfera de espionagem que Brian De Palma buscava.

O diretor de fotografia Stephen H. Burum e sua equipe enfrentaram uma operação técnica bastante complexa para filmar as cenas noturnas. A intenção era controlar a iluminação de grandes áreas da cidade sem destruir a aparência natural da arquitetura histórica. A produção precisou trabalhar com uma grande quantidade de equipamentos e geradores para criar a atmosfera desejada.

A escolha de Praga também foi importante historicamente. Missão: Impossível foi uma das primeiras grandes produções de Hollywood a filmar extensivamente na cidade contemporânea, utilizando locais reconhecíveis como a Ponte Carlos, a Praça da Cidade Velha e outros pontos históricos. A própria Comissão de Cinema da República Tcheca registra diversas dessas locações utilizadas durante as filmagens de 1995.

Tom Cruise e Brian De Palma não tiveram uma produção tão tranquila

Por trás do sucesso de Missão: Impossível, também existem relatos de tensão durante a produção. Rumores da época sugeriam que Tom Cruise e Brian De Palma nem sempre concordavam sobre os rumos do filme e que o processo de realização havia sido marcado por bastante pressão.

É importante separar, porém, o que foi documentado do que permaneceu no campo dos rumores. A produção passou por alterações de roteiro, mudanças estruturais e uma quantidade significativa de decisões criativas, enquanto Cruise tinha uma participação muito forte como produtor. Esse tipo de situação naturalmente criava um ambiente em que diferentes visões sobre o filme precisavam ser conciliadas.

Os rumores ganharam força especialmente quando De Palma se afastou de algumas entrevistas promocionais pouco antes do lançamento. Isso alimentou a interpretação de que havia problemas entre o diretor e o astro, embora a relação profissional não possa ser resumida simplesmente como uma briga. O que está documentado é que Missão: Impossível foi uma produção ambiciosa, com muitas mudanças ao longo do caminho, e que De Palma acabou entregando uma versão bastante pessoal do material.

A sequência do trem levou semanas para ser filmada

Ethan Hunt (Tom Cruise) nos bastidores da famosa cena do trem no filme Missão: Impossível

A perseguição final sobre o trem é uma das cenas mais lembradas do primeiro Missão: Impossível, mas sua realização foi muito mais complexa do que simplesmente colocar Tom Cruise sobre um trem em movimento. A sequência foi construída com uma combinação de cenários, efeitos visuais, estruturas de estúdio e locações externas para criar a sensação de velocidade e perigo.

Grande parte das filmagens relacionadas ao clímax foi realizada nos Pinewood Studios, na Inglaterra, incluindo estruturas construídas especificamente para permitir que a equipe controlasse a ação. A produção também utilizou recursos técnicos para criar a sensação de vento e velocidade no rosto de Cruise durante os momentos de maior intensidade.

As cenas que deveriam representar a passagem do trem pelo interior da Inglaterra foram filmadas em diferentes locais, incluindo regiões da Escócia. Essa combinação de locações reais e estruturas controladas permitiu que De Palma tivesse liberdade para construir uma sequência que alterna planos abertos, close-ups e momentos em que Ethan parece estar a poucos centímetros da morte. O resultado estabeleceu um modelo que a franquia exploraria de maneira cada vez mais grandiosa nos filmes seguintes.

A Apple investiu milhões na divulgação do filme

Se existe uma curiosidade que parece saída de um filme de espionagem corporativa, é a participação da Apple na campanha de lançamento de Missão: Impossível. A empresa realizou uma campanha promocional conjunta com a Paramount avaliada em aproximadamente US$ 15 milhões, vinculando o filme ao computador PowerBook utilizado por Tom Cruise.

A parceria não se limitou à simples aparição de um produto em uma cena. A campanha envolveu anúncios em televisão, mídia impressa e materiais promocionais em lojas, criando uma associação direta entre a tecnologia da Apple e o universo sofisticado da espionagem. O computador de Ethan Hunt se tornou, portanto, parte importante da identidade visual do personagem.

A estratégia aconteceu em um momento complicado para a Apple, que atravessava dificuldades financeiras e registrava prejuízos significativos. O acordo com a Paramount ajudava a transformar o PowerBook em um objeto associado à modernidade e à alta tecnologia, enquanto o filme ganhava uma campanha promocional de grande escala. O investimento de US$ 15 milhões foi documentado pela imprensa americana na época.

George Clooney e Jean-Claude Van Damme estiveram entre os nomes considerados

O desenvolvimento de Missão: Impossível começou muito antes de Tom Cruise assumir definitivamente o papel de Ethan Hunt. A adaptação cinematográfica já estava sendo discutida desde os anos 80, e o projeto atravessou mudanças importantes antes de finalmente entrar em produção na década seguinte.

Durante esse longo processo, diferentes atores e diretores foram associados ao filme. Entre os nomes citados em relatos sobre o desenvolvimento estão George Clooney e Jean-Claude Van Damme, que teriam sido considerados para o papel de Ethan Hunt. Para Jim Phelps, personagem que acabou sendo interpretado por Jon Voight, nomes como Al Pacino, Michael Douglas e Robert Redford também aparecem em relatos sobre possíveis escolhas.

Até mesmo John McTiernan esteve associado ao projeto em determinado momento. O diretor havia acabado de construir uma reputação importante no cinema de ação com filmes como Predador e Duro de Matar, mas acabou não dirigindo a produção. Quando Brian De Palma assumiu, o projeto tomou uma direção diferente, mais concentrada no suspense e na construção de uma atmosfera de conspiração.

O elenco reuniu alguns dos grandes nomes do cinema

Além de Tom Cruise, Missão: Impossível (1996) reuniu um elenco que ajudou a dar peso dramático à história. Jon Voight interpreta Jim Phelps, líder da equipe de Ethan e personagem diretamente ligado à série original. Vanessa Redgrave aparece como Max, enquanto Jean Reno interpreta Franz Krieger e Ving Rhames estreia como Luther Stickell, personagem que se tornaria uma presença constante na franquia.

Também fazem parte do elenco Emmanuelle Béart, Henry Czerny e Kristin Scott Thomas, entre outros atores. A combinação é importante porque o filme não depende exclusivamente de Cruise para sustentar sua narrativa. O mistério funciona justamente porque cada personagem pode esconder uma informação, uma motivação ou uma identidade diferente.

O elenco também estabelece uma das características mais importantes da franquia: Ethan Hunt raramente trabalha completamente sozinho. Mesmo quando está isolado pela própria organização, ele precisa encontrar pessoas capazes de ajudá-lo a executar uma missão praticamente impossível. Luther e Krieger cumprem essa função no primeiro filme, criando uma dinâmica que seria desenvolvida de maneira muito mais ampla nas continuações. A ficha de elenco do filme registra Cruise, Voight, Béart, Czerny, Reno, Rhames, Scott Thomas e Redgrave entre os principais nomes da produção.

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Fonte: IMDB

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