Lobisomem! Preparados? Lista com os 31 melhores filmes

Lobisomem! Preparados? Lista com os 31 melhores filmes

Do clássico O Lobisomem aos pesadelos modernos, uma viagem pelos monstros que fizeram da lua cheia um dos símbolos mais assustadores do cinema de terror.

Lobisomens estão entre as criaturas mais fascinantes do cinema de terror. Talvez porque, diferente de muitos monstros, eles não nascem monstros. Existe sempre um homem ou uma mulher por trás da fera, alguém que, em determinado momento, perde o controle sobre aquilo que existe dentro de si.

Ao longo das décadas, o cinema encontrou inúmeras maneiras de representar essa transformação. O lobisomem já foi uma criatura trágica, uma ameaça selvagem, uma figura grotesca, um personagem adolescente e até mesmo um guerreiro capaz de enfrentar outros monstros. Mas existe algo que permanece: o medo de descobrir que o monstro pode estar dentro de nós.

Nesta lista, reunimos filmes que ajudaram a construir e reinventar a imagem do lobisomem nas telas. Dos clássicos da Universal às criaturas brutais dos filmes modernos, passando pelo terror dos anos 80, pelo humor, pela fantasia e pelas grandes franquias. Prepare-se para uma viagem por quase um século de cinema, porque quando a lua cheia aparece, nem sempre existe um lugar seguro para se esconder.

O que torna um filme de lobisomem tão fascinante?

Talvez nenhum outro monstro do cinema represente tão bem a ideia de perder o controle. O vampiro continua sendo vampiro. O Frankenstein é uma criatura criada pela ciência. Mas o lobisomem carrega uma contradição muito mais humana: durante o dia, pode ser uma pessoa comum; quando a lua cheia chega, transforma-se em algo que não consegue controlar.

É justamente essa dualidade que tornou as histórias de lobisomens tão duradouras. O terror não está apenas na criatura que aparece na escuridão, mas na possibilidade de que qualquer pessoa possa se transformar nela. E o cinema encontrou nas transformações uma das suas maiores oportunidades para criar cenas memoráveis. Pele rasgando, ossos se deformando, dentes crescendo, pelos surgindo e um ser humano desaparecendo diante dos nossos olhos.

Quando os efeitos especiais permitem que o público veja essa transformação acontecendo, o medo ganha outra dimensão. Não estamos apenas vendo um monstro. Estamos vendo uma pessoa se tornar um.

A evolução dos lobisomens no cinema

A história dos lobisomens nas telas começou ainda na década de 1930, quando O Lobisomem de Londres apresentou uma das primeiras grandes representações da criatura. Poucos anos depois, O Lobisomem (1941), da Universal, transformaria Larry Talbot em um dos personagens mais importantes da história do terror.

Depois de um longo período de menor destaque, o lobisomem voltou com força nos anos 1980. Um Lobisomem Americano em Londres e Grito de Horror mostraram que a criatura ainda podia assustar e muito. Mais do que isso, elevaram os efeitos de maquiagem a um novo patamar. A partir daí, o monstro passou por novas transformações. Vieram comédias, dramas, histórias adolescentes, filmes de ação e produções que passaram a utilizar efeitos digitais para criar criaturas cada vez mais velozes e agressivas.

Nos anos 2000, os lobisomens também encontraram um novo território: o cinema de ação e fantasia. A franquia Anjos da Noite transformou os Lycans em uma espécie organizada e poderosa, colocando-os no centro de uma guerra contra os vampiros.

O que você encontrará nesta lista

  • Os primeiros lobisomens do cinema
  • Os lobisomens voltam a assustar

Os primeiros lobisomens do cinema

É aqui que começa a nossa viagem, muito antes dos grandes efeitos digitais, das criaturas criadas por computador e das batalhas entre vampiros e Lycans, o cinema precisava transformar atores em monstros utilizando maquiagem, próteses, iluminação e muita criatividade. E foi justamente nesse período que nasceram algumas das imagens mais importantes da história do gênero.

O primeiro grande capítulo começa em 1935, com O Lobisomem de Londres. Seis anos depois, a Universal apresentaria Lon Chaney Jr. como Larry Talbot, personagem que ajudaria a estabelecer definitivamente a aparência e a mitologia do lobisomem no cinema. A partir dali, a criatura deixaria de ser apenas uma figura das lendas populares.

O LOBISOMEM DE LONDRES (1935)

Henry Hull no filme O Lobisomem de Londres. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Stuart Walker
  • Ano: 1935
  • IMDb: 6,0
  • Elenco: Henry Hull, Valerie Hobson, Warner Oland, Lester Matthews

Sobre o filme

A história acompanha o botânico Wilfred Glendon, interpretado por Henry Hull, que é atacado por uma criatura durante uma expedição no Tibete. Depois do encontro, acontecimentos estranhos começam a se repetir, enquanto Glendon percebe que algo dentro dele está mudando.

O filme trabalha o lobisomem de uma maneira diferente daquela que se tornaria mais conhecida posteriormente. Em vez de apostar exclusivamente na aparência monstruosa, a produção dedica bastante espaço à transformação psicológica do protagonista e ao conflito entre sua identidade humana e a criatura que começa a dominá-lo.

Esse aspecto é particularmente interessante porque ajudaria a estabelecer uma das características mais duradouras das histórias de lobisomem: o verdadeiro terror não é simplesmente encontrar a fera, mas descobrir que você pode ser a fera.

Por que assistir?
Porque O Lobisomem de Londres é uma peça importante para entender como o cinema começou a construir a mitologia dos lobisomens. Mesmo que algumas de suas ideias tenham sido posteriormente superadas por produções mais populares, o filme funciona como uma espécie de laboratório para conceitos que se tornariam fundamentais no gênero.

Também vale pela atmosfera. A produção pertence a uma época em que o horror dependia muito mais de sombras, maquiagem, cenários e sugestão do que de efeitos visuais sofisticados. E justamente por isso algumas de suas imagens ainda carregam uma personalidade própria.

Curiosidade
O filme chegou aos cinemas seis anos antes de O Lobisomem (1941), da própria Universal. Apesar disso, foi o segundo longa do estúdio a abordar diretamente a figura do lobisomem e não conseguiu alcançar o mesmo impacto cultural que o filme estrelado por Lon Chaney Jr. teria posteriormente.

Legado
O Lobisomem de Londres acabou ficando à sombra do clássico de 1941, mas sua importância permanece. Ele ajudou a levar para o cinema uma criatura que ainda seria reinventada inúmeras vezes. O lobisomem ainda estava encontrando sua forma, mas o cinema já havia descoberto que a transformação de um homem em fera poderia ser tão assustadora quanto qualquer monstro.

O LOBISOMEM (1941)

Larry Talbot no filme O Lobisomem.Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: George Waggner
  • Ano: 1941
  • IMDb: 7,2
  • Elenco: Lon Chaney Jr., Claude Rains, Evelyn Ankers, Ralph Bellamy

Sobre o filme

Larry Talbot retorna à propriedade de seu pai, no País de Gales, depois de passar anos distante. Durante uma noite, ele acompanha duas mulheres até uma feira e acaba envolvendo-se em uma situação que mudará sua vida para sempre. Ao tentar proteger uma delas de um animal, Talbot é mordido por um lobisomem. A partir daquele momento, começa a perceber que, durante determinadas noites, transforma-se em uma criatura violenta.

O grande mérito do filme está em transformar a maldição em uma tragédia pessoal. Larry não quer ser um monstro. Ele tenta compreender o que está acontecendo e procura uma maneira de escapar de seu destino, mas cada transformação o aproxima ainda mais de uma existência que não consegue controlar.

Lon Chaney Jr. ajudou a dar ao personagem uma dimensão humana que ultrapassava a maquiagem. Antes de ser uma criatura assustadora, Larry Talbot era um homem desesperado para deixar de ser uma.

Por que assistir?
Porque estamos diante de um dos filmes fundamentais da história do terror. A maquiagem criada por Jack Pierce tornou-se uma das imagens mais reconhecíveis do gênero e estabeleceu boa parte do visual que o público passou a associar aos lobisomens: o rosto coberto de pelos, as presas, as mãos deformadas e a postura cada vez mais animalesca.

Mas o filme funciona justamente porque existe uma tragédia por trás do monstro. O terror não está apenas na criatura perseguindo suas vítimas, mas na inevitabilidade da transformação de Larry. É um clássico que merece ser visto não apenas como um filme de lobisomem, mas como uma das obras que ajudaram a construir a própria linguagem do cinema de monstros.

Curiosidade
A maquiagem de Larry Talbot foi criada pelo lendário Jack Pierce, responsável por alguns dos visuais mais famosos dos monstros da Universal. O processo de transformação exigia horas de preparação e ajudou a estabelecer uma imagem do lobisomem que seria reproduzida e reinterpretada durante décadas.

Legado
Poucos personagens tiveram tanta influência sobre a representação dos lobisomens quanto Larry Talbot. O personagem passou a fazer parte do universo de monstros da Universal e ajudou a consolidar a criatura ao lado de nomes como Frankenstein, Drácula e a Múmia. Mais de oito décadas depois, sua imagem continua imediatamente reconhecível. O homem podia desaparecer sob os pelos e as presas. Mas Larry Talbot nunca desapareceu da história do cinema.

FRANKENSTEIN ENCONTRA O LOBISOMEM (1943)

Lon Chaney Jr. no filme Frankenstein Encontra o Lobisomem. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Roy William Neill
  • Ano: 1943
  • IMDb: 6,1
  • Elenco: Lon Chaney Jr., Bela Lugosi, Ilona Massey, Patric Knowles

Sobre o filme

Larry Talbot continua atormentado pela maldição que o transforma em lobisomem. Em busca de uma maneira de acabar com sua condição, ele procura o lendário Dr. Frankenstein, mas descobre que o cientista está morto. Sua busca o leva até o castelo de Frankenstein, onde acaba encontrando o Monstro. A partir daí, a história coloca os dois personagens em uma situação incomum: um homem desesperado para deixar de ser uma criatura e outra criatura que talvez também deseje encontrar uma forma de escapar de seu próprio destino.

O filme aproveita a mitologia construída pela Universal para criar um verdadeiro encontro de monstros. Embora o lobisomem continue sendo o centro emocional da história, a presença do Monstro de Frankenstein transforma a produção em um dos primeiros grandes crossovers do cinema de terror.

Por que assistir?
Porque esse é um daqueles filmes que ajudam a entender como Hollywood começou a transformar seus monstros em franquias e universos compartilhados muito antes de isso se tornar comum. Larry Talbot também ganha uma dimensão ainda mais trágica. Ele não está procurando poder ou vingança. Quer simplesmente deixar de ser aquilo que se tornou.

Curiosidade
Bela Lugosi interpreta o Monstro de Frankenstein, personagem que Boris Karloff havia imortalizado. Foi uma das primeiras vezes em que Lugosi assumiu oficialmente o papel da criatura no cinema.

Legado
Frankenstein Encontra o Lobisomem ajudou a estabelecer a ideia de que os monstros da Universal poderiam existir dentro de uma mesma mitologia. Décadas antes dos grandes universos cinematográficos modernos, o estúdio já havia descoberto uma fórmula poderosa: quando um monstro já não é suficiente, coloque dois deles na mesma história.

A MALDIÇÃO DO LOBISOMEM (1961)

Oliver Reed no filme A Maldição do Lobisomem. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Terence Fisher
  • Ano: 1961
  • IMDb: 6,5
  • Elenco: Oliver Reed, Clifford Evans, Yvonne Romain, Anthony Dawson

Sobre o filme

A Maldição do Lobisomem acompanha Leon Corledo, interpretado por Oliver Reed, um homem marcado por uma maldição desde o nascimento. A história se passa na Espanha do século XVIII e apresenta uma origem particularmente cruel para sua condição: Leon nasce como consequência de uma série de acontecimentos violentos e passa a carregar uma maldição que parece impossível de escapar.

Ao crescer, ele tenta levar uma vida normal, mas a fera dentro dele começa a assumir o controle. A transformação deixa de ser apenas um elemento de terror e passa a representar uma espécie de condenação. Leon sabe que existe algo monstruoso dentro de si, mas também sabe que não escolheu aquilo. Essa abordagem aproxima o filme da tradição trágica dos primeiros clássicos do gênero. O lobisomem não é apenas um predador: é um homem condenado a lutar contra aquilo que se tornou.

Por que assistir?
Porque a Hammer conseguiu fazer algo muito interessante com uma criatura que já havia sido estabelecida pelo cinema americano. Em vez de simplesmente repetir a fórmula da Universal, A Maldição do Lobisomem aposta no horror gótico, na atmosfera pesada e principalmente na tragédia de seu protagonista. Oliver Reed entrega uma atuação que ajudou a transformar Leon em uma figura muito mais humana do que monstruosa.

É também uma oportunidade de conhecer uma fase importante do cinema de terror britânico, quando a Hammer estava reinventando personagens clássicos para uma nova geração.

Curiosidade
A Maldição do Lobisomem marcou o primeiro grande papel de Oliver Reed no cinema. O ator posteriormente se tornaria conhecido por trabalhos em produções como Gladiador e Os Três Mosqueteiros.

Legado
O filme não alcançou a mesma popularidade de O Lobisomem, mas tornou-se uma das representações mais importantes da criatura produzidas pela Hammer Films. E existe algo particularmente interessante em sua abordagem: quanto mais conhecemos Leon, menos enxergamos um monstro e mais enxergamos um homem tentando desesperadamente escapar dele.

Os lobisomens voltam a assustar

Durante boa parte das décadas de 1950 e 1960, o cinema de terror encontrou novas criaturas para explorar. Vampiros, múmias, monstros gigantes e ameaças vindas do espaço dominaram as telas. O lobisomem, porém, parecia ter ficado preso aos clássicos. Até que os anos 1980 chegaram.

A década trouxe uma nova geração de cineastas disposta a levar o horror para lugares mais extremos. Os efeitos de maquiagem evoluíram, as transformações ficaram mais explícitas e o público finalmente pôde acompanhar, em detalhes, aquilo que os filmes antigos precisavam sugerir. Em 1981, dois filmes mudariam para sempre a história dos lobisomens.

Um Lobisomem Americano em Londres misturou terror e humor negro e apresentou uma das transformações mais impressionantes já feitas com efeitos práticos. No mesmo ano, Grito de Horror apostou em uma abordagem mais sombria e utilizou o trabalho de Rob Bottin para criar criaturas que pareciam verdadeiramente vivas. A partir daquele momento, o lobisomem deixou de ser apenas uma figura coberta de pelos.

UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES (1981)

David Kessler se transformando no filme Um Lobisomem Americano em Londres. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: John Landis
  • Ano: 1981
  • IMDb: 7,5
  • Elenco: David Naughton, Jenny Agutter, Griffin Dunne, John Woodvine

Sobre o filme

David Kessler e Jack Goodman são dois jovens americanos viajando pela Inglaterra quando decidem caminhar por uma região isolada. Durante a noite, são atacados por uma criatura. Jack não sobrevive. David, porém, é mordido. A partir daí, sua vida começa a desmoronar. Enquanto tenta entender o que está acontecendo com seu corpo, ele começa a ter sonhos perturbadores e percebe que está condenado a se transformar em uma criatura durante a lua cheia. E, como se isso não fosse suficiente, o fantasma de Jack aparece para lembrá-lo constantemente de que a situação só pode terminar de uma maneira.

O filme consegue alternar momentos genuinamente assustadores com um humor negro completamente inesperado. Mas é a transformação de David que permanece na memória.

Por que assistir?
Porque poucas cenas de transformação na história do cinema tiveram um impacto tão grande. O trabalho de maquiagem e efeitos especiais de Rick Baker mudou o padrão do gênero. A transformação acontece diante dos olhos do espectador e parece fisicamente dolorosa, como se cada osso e cada músculo do personagem estivesse sendo reorganizado.

O resultado foi tão impressionante que Baker recebeu o primeiro Oscar de Melhor Maquiagem da história da Academia, tornando o filme ainda mais importante para a evolução dos efeitos práticos. Mas Um Lobisomem Americano em Londres é mais do que seus efeitos. O filme também entende que o terror pode conviver perfeitamente com o humor e que uma piada no momento certo pode tornar uma cena assustadora ainda mais desconfortável.

Curiosidade
Rick Baker inicialmente trabalharia nos efeitos de Um Lobisomem Americano em Londres ao lado de Rob Bottin, mas acabou deixando o projeto para desenvolver sozinho a maquiagem do filme. Bottin, por sua vez, seria responsável pelos impressionantes efeitos de transformação de Grito de Horror, lançado no mesmo ano.

Legado
Mais de quatro décadas depois, Um Lobisomem Americano em Londres continua sendo uma referência obrigatória quando se fala em lobisomens no cinema. A criatura criada por Rick Baker influenciou gerações de artistas de maquiagem e efeitos especiais. E a transformação de David continua sendo uma daquelas cenas que não precisam de música, susto ou efeitos digitais para funcionar.

GRITO DE HORROR (1981)

Transformação no filme Grito de Horror. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Joe Dante
  • Ano: 1981
  • IMDb: 6,5
  • Elenco: Dee Wallace, Patrick Macnee, Dennis Dugan, Christopher Stone

Sobre o filme

A jornalista Karen White, interpretada por Dee Wallace, é envolvida em uma investigação policial que termina em um encontro perturbador com um serial killer. Depois de sobreviver ao episódio, ela é enviada para uma espécie de retiro isolado, onde começa a perceber que existe algo muito mais sinistro acontecendo ao seu redor.

O filme constrói sua atmosfera lentamente, misturando investigação, paranoia e horror. A ameaça dos lobisomens não aparece apenas como uma criatura sobrenatural, mas como parte de uma comunidade escondida que parece viver à margem da sociedade.

Quando as transformações começam, Grito de Horror abandona qualquer tentativa de suavizar o monstro. As criaturas são agressivas, deformadas e imprevisíveis e o filme aproveita os efeitos práticos para mostrar o horror de maneira bastante física.

Por que assistir?
Porque Grito de Horror é um dos grandes exemplos de como os efeitos de maquiagem transformaram o cinema de terror nos anos 1980. O trabalho de Rob Bottin é especialmente impressionante. As transformações não acontecem simplesmente de um plano para outro: o público acompanha corpos se deformando, rostos se alterando e seres humanos deixando lentamente de parecer humanos.

O resultado é desconfortável justamente porque parece impossível. E existe uma boa razão para o filme ter se tornado tão influente: ele ajudou a mostrar que um lobisomem podia ser mais do que um homem coberto de pelos. Poderia ser uma criatura verdadeiramente grotesca.

Curiosidade
O filme utilizou uma série de efeitos mecânicos e próteses para criar suas transformações, incluindo sequências em que os atores precisavam permanecer imóveis durante longos períodos enquanto a equipe trabalhava nas criaturas. O resultado final ajudou a consolidar Rob Bottin como um dos grandes nomes dos efeitos especiais práticos de Hollywood.

Legado
Grito de Horror acabou se tornando um dos filmes cult mais importantes do terror dos anos 1980. Ao lado de Um Lobisomem Americano em Londres, mostrou que a criatura ainda tinha muito a oferecer ao cinema e que, quando os efeitos práticos estavam nas mãos certas, uma transformação podia ser mais assustadora do que qualquer monstro criado por computador.

LOBOS (1981)

Imagem de um Lobo no filme Lobos (1981). Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Michael Wadleigh
  • Ano: 1981
  • IMDb: 6,3
  • Elenco: Albert Finney, Diane Venora, Gregory Hines, Edward James Olmos

Sobre o filme

A história acompanha o detetive Dewey Wilson, interpretado por Albert Finney, que investiga uma série de assassinatos brutais em Nova York. Ao lado da psicóloga criminal Rebecca Neff, ele começa a perceber que os crimes não podem ser explicados por um assassino convencional. A investigação leva os personagens até uma descoberta muito mais perturbadora: os responsáveis pertencem aos Wolfen, uma raça ancestral de criaturas humanoides que vive escondida nas margens da sociedade.

Diferentemente dos lobisomens tradicionais, eles não dependem da transformação de seres humanos durante a lua cheia. Essa escolha dá ao filme uma identidade própria. Lobos utiliza o mito para falar também sobre a destruição do ambiente, o crescimento descontrolado das cidades e a sobrevivência de uma espécie que observa a humanidade de longe.

Por que assistir?
Porque Lobos mostra que uma história de lobisomem não precisa seguir a fórmula tradicional. O filme funciona muito mais como um suspense investigativo com elementos sobrenaturais e constrói seu medo através da atmosfera e da sensação de que existe alguma coisa observando os personagens. É uma abordagem mais adulta e incomum para o gênero, especialmente para uma produção lançada no mesmo ano de dois dos maiores clássicos modernos dos lobisomens.

Curiosidade
O filme é baseado no romance The Wolfen, de Whitley Strieber, escritor que anos depois ficaria conhecido por The Hunger e por outras obras envolvendo criaturas sobrenaturais.

Legado
Lobos nunca alcançou a popularidade de Grito de Horror ou Um Lobisomem Americano em Londres, mas conquistou status de filme cult justamente por sua abordagem diferente. Aqui, o lobisomem deixa de ser apenas um homem amaldiçoado pela lua, passa a ser algo muito mais antigo. Uma criatura que talvez estivesse observando a humanidade muito antes de nós percebermos sua existência.

O GAROTO DO FUTURO (1985)

Michael J. Fox como Lobisomem no filme O Garoto do Futuro. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Rod Daniel
  • Ano: 1985
  • IMDb: 6,1
  • Elenco: Michael J. Fox, James Hampton, Susan Ursitti, Jerry Levine

Sobre o filme

Scott Howard é um adolescente comum que descobre que pertence a uma família de lobisomens. A princípio, a novidade parece assustadora. Mas Scott logo percebe que sua transformação pode trazer algumas vantagens. Depois de descobrir que seus novos poderes podem melhorar seu desempenho no basquete, ele passa a utilizar suas características de lobisomem para conquistar popularidade na escola.

O problema é que a transformação também começa a chamar atenção demais, colocando Scott diante de uma escolha: continuar escondendo quem realmente é ou assumir sua nova identidade.

Michael J. Fox estava no auge de sua popularidade quando protagonizou o filme, e seu carisma é fundamental para que a produção funcione. O resultado é muito distante do terror tradicional, mas representa perfeitamente uma tendência dos anos 1980: transformar criaturas clássicas em personagens acessíveis para um público jovem.

Por que assistir?
Porque O Garoto do Futuro mostra até onde o cinema conseguiu levar o mito do lobisomem. Aqui, a criatura não representa apenas medo ou tragédia. Ela também representa adolescência, insegurança e o desejo de ser diferente. É uma interpretação divertida e completamente inserida na cultura pop dos anos 1980. Para quem cresceu naquela época, o filme também funciona como uma cápsula do tempo: basquete, escola, música, roupas e o enorme carisma de Michael J. Fox.

Curiosidade
O filme ganhou uma sequência, Teen Wolf Too, em 1987, mas Michael J. Fox não retornou como Scott Howard. A continuação acompanhou seu primo, interpretado por Jason Bateman.

Legado
O Garoto do Futuro ocupa um lugar curioso na história dos lobisomens, não pretende assustar, decide mostrar que, às vezes, até virar um monstro pode ser uma maneira de finalmente descobrir quem você é.

A HORA DO LOBISOMEM (1985)

Lobisomem no filme A Hora do Lobisomem baseado no livro de Stephen King. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Daniel Attias
  • Ano: 1985
  • IMDb: 6,4
  • Elenco: Corey Haim, Gary Busey, Everett McGill, Megan Follows

Sobre o filme

Em uma pequena cidade, uma série de assassinatos começa a provocar medo entre os moradores. As vítimas aparecem de maneira brutal, e ninguém consegue descobrir quem, ou o quê, está por trás dos ataques. O jovem Marty Coslaw começa a desconfiar que existe um lobisomem entre os habitantes da cidade. Enquanto os adultos procuram explicações mais convencionais, Marty tenta convencer sua família de que a criatura realmente existe.

A história coloca uma criança no centro da investigação, criando um contraste interessante entre a inocência do protagonista e a violência dos acontecimentos. O lobisomem deixa de ser apenas uma criatura que aparece durante a lua cheia e passa a representar uma ameaça constante, escondida em algum lugar próximo.

Por que assistir?
Porque é uma das adaptações mais curiosas da obra de Stephen King. O filme preserva o clima de pequena cidade ameaçada por uma força desconhecida e combina o horror sobrenatural com uma história de família. Também apresenta um lobisomem de aparência bastante tradicional, mantendo viva a estética clássica em plena década de 1980.

Curiosidade
A Hora do Lobisomem é baseado no livro Cycle of the Werewolf, de Stephen King, publicado originalmente em 1983. A obra foi concebida como uma espécie de calendário macabro, com uma ilustração e uma passagem da história para cada mês do ano.

Legado
Talvez A Hora do Lobisomem não tenha alcançado o mesmo impacto de outros filmes do período, mas continua sendo uma produção especial para os fãs de Stephen King e do terror dos anos 1980. E existe algo assustador em sua premissa: se os assassinatos acontecem a cada lua cheia, talvez seja melhor descobrir quem é o monstro antes que a próxima lua apareça.

DEU A LOUCA NOS MONSTROS (1987)

Lobisomem (Carl Thibault) no filme Deu  A Louca nos Monstros. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Fred Dekker
  • Ano: 1987
  • IMDb: 6,9
  • Elenco: Andre Gower, Duncan Regehr, Stephen Macht, Tom Noonan

Sobre o filme

Um grupo de adolescentes apaixonados por filmes de terror descobre que os monstros que conheciam apenas das telas são reais. Quando o Conde Drácula chega à cidade e reúne criaturas como Frankenstein, a Múmia e o Homem-Lobo, os jovens precisam encontrar uma maneira de impedir que os monstros dominem o mundo.

Entre as criaturas, o lobisomem chama atenção justamente por recuperar a aparência clássica estabelecida décadas antes pelo cinema de monstros da Universal. Ele não é apresentado como uma simples ameaça: existe também uma dimensão trágica no personagem, que está preso à própria maldição. O filme mistura aventura, humor e horror sem esconder sua paixão pelo gênero. É praticamente uma carta de amor aos monstros que ajudaram a construir o cinema de terror.

Por que assistir?
Porque Deu a Louca nos Monstros representa uma época em que conhecer os monstros fazia parte da diversão. O filme funciona tanto para quem queria uma aventura sobrenatural quanto para quem reconhecia as referências aos grandes clássicos. E o lobisomem é um dos personagens que melhor representam essa ponte entre o terror clássico e a cultura pop dos anos 1980.

Curiosidade
O filme foi pensado como uma espécie de homenagem aos monstros clássicos da Universal. O diretor Fred Dekker era fã declarado do gênero e reuniu na mesma história personagens que normalmente pertenciam a universos cinematográficos diferentes.

Legado
Com o passar dos anos, Deu a Louca nos Monstros ganhou uma legião de admiradores e se transformou em um dos grandes filmes cult do cinema fantástico dos anos 1980. O lobisomem já havia sido assustador, aqui, ele também podia ser divertido.

A HORA DO ESPANTO 2 (1989)

Lobisomem (Jon Gries) no filme A Hora do Espanto. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Tommy Lee Wallace
  • Ano: 1989
  • IMDb: 5,9
  • Elenco: Roddy McDowall, William Ragsdale, Julie Carmen, Russell Clark

Sobre o filme

Três anos depois dos acontecimentos do primeiro filme, Charley tenta convencer a si mesmo de que tudo aquilo ficou para trás. O problema é que novas criaturas sobrenaturais aparecem em sua vida, obrigando o jovem a enfrentar novamente um mundo que acreditava ter deixado para trás. Entre os monstros apresentados está um lobisomem, interpretado por Russell Clark. A criatura aparece dentro da proposta mais exagerada e divertida da sequência, mantendo a tradição da franquia de misturar horror, fantasia e humor.

Embora o lobisomem não seja o protagonista da história, sua presença mostra como os monstros clássicos continuavam sendo utilizados pelo cinema popular dos anos 1980, muitas vezes sem a obrigação de seguir à risca a mitologia tradicional.

Por que assistir?
Porque A Hora do Espanto 2 é uma pequena cápsula do cinema fantástico do final dos anos 1980. O filme não possui a mesma força do original, mas mantém a mistura de terror e humor que marcou a franquia. Para os fãs de criaturas clássicas, também é interessante observar como o lobisomem é incorporado a um universo originalmente dominado pelos vampiros.

Curiosidade
A sequência trouxe de volta Roddy McDowall como Peter Vincent, personagem que havia se tornado um dos grandes destaques do primeiro filme. McDowall acabaria sendo uma das principais ligações entre os dois longas.

Legado
A Hora do Espanto 2 ficou longe do impacto do primeiro filme, mas preservou o espírito de uma época em que o cinema ainda conseguia colocar vampiros, lobisomens e outras criaturas sobrenaturais dentro da mesma diversão. No fim dos anos 1980, os monstros já não precisavam necessariamente assustar. Às vezes, bastava colocá-los em cena e deixar a imaginação fazer o resto.

LOBO (1994)

Jack Nicholson no filme Lobo (1994). Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Mike Nichols
  • Ano: 1994
  • IMDb: 6,3
  • Elenco: Jack Nicholson, Michelle Pfeiffer, James Spader, Christopher Plummer

Sobre o filme

Will Randall é um editor de livros que leva uma vida aparentemente controlada até ser mordido por um lobo durante uma noite. Depois do acidente, começa a perceber mudanças em seu comportamento. Seus sentidos ficam mais aguçados, sua confiança aumenta e seus instintos passam a ocupar um espaço cada vez maior. Ao mesmo tempo, Randall começa a perceber que a transformação pode estar relacionada às próprias relações de poder existentes em seu ambiente de trabalho.

Jack Nicholson aproveita sua personalidade magnética para construir um personagem que não encara imediatamente a transformação como uma condenação. Existe, inicialmente, algo sedutor em descobrir uma versão mais poderosa e instintiva de si mesmo.

Por que assistir?
Porque Lobo não está interessado apenas em mostrar a criatura. Ele quer saber o que aconteceria se uma pessoa gostasse daquilo que está se tornando. Jack Nicholson transforma a experiência em algo quase hipnótico, enquanto Michelle Pfeiffer interpreta Laura, personagem que acompanha de perto a transformação de Randall. É uma abordagem muito diferente dos filmes tradicionais e uma das interpretações mais interessantes do mito produzidas nos anos 1990.

Curiosidade
O filme marcou uma das últimas grandes parcerias entre Jack Nicholson e Michelle Pfeiffer. Os dois já haviam trabalhado juntos em As Bruxas de Eastwick (1987) e voltariam a contracenar em Sombras da Noite décadas depois.

Legado
Lobo acabou ficando em uma posição curiosa dentro do gênero. Não é exatamente um filme de terror tradicional, nem uma comédia, nem um drama convencional. É uma história sobre um homem descobrindo que, às vezes, o monstro não cria novos desejos, apenas revela aqueles que já estavam escondidos.

LUA NEGRA (1996)

Lobisomem no filme Lua Negra. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Eric Red
  • Ano: 1996
  • IMDb: 5,8
  • Elenco: Michael Paré, Mariel Hemingway, Mason Gamble, Brian Vincent

Sobre o filme

Ted Harrison é um fotógrafo que sobrevive a um ataque de lobisomem durante uma viagem. Depois de retornar para casa, tenta reconstruir sua vida ao lado da irmã Janet e do sobrinho Brett, mas existe um problema, Ted sabe que foi infectado e que, quando a lua cheia chega, algo dentro dele assume o controle. Enquanto tenta esconder sua condição, Brett começa a perceber que existe alguma coisa errada com o tio.

A grande diferença de Lua Negra está justamente na relação entre o lobisomem e a família. O filme não transforma a criatura em uma ameaça distante. O perigo está dentro de casa.

Por que assistir?
Porque a produção resgata uma característica que havia perdido espaço em alguns filmes do período: o lobisomem como uma ameaça física e imprevisível. A atmosfera é sombria e os efeitos práticos ajudam a manter a criatura com uma aparência mais concreta. E existe ainda um detalhe interessante: grande parte da tensão vem do ponto de vista de Brett, uma criança que começa a desconfiar de que seu próprio tio pode ser um monstro.

Curiosidade
Lua Negra é baseado no romance Thor, escrito por Wayne Smith. No livro, a história é contada principalmente através da perspectiva do cachorro da família, enquanto o filme desloca boa parte dessa perspectiva para o sobrinho Brett.

Legado
O filme não se tornou um grande sucesso, mas encontrou seu público entre os fãs de terror e ganhou status de cult, sua força está na simplicidade. Às vezes, para fazer um lobisomem assustador, basta colocá-lo dentro de uma casa onde todos acreditam conhecer o homem que está lá dentro.

UM LOBISOMEM AMERICANO EM PARIS (1997)

Lobisomem no filme Um Lobisomem Americano em Londres. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Anthony Waller
  • Ano: 1997
  • IMDb: 5,1
  • Elenco: Tom Everett Scott, Julie Delpy, Vince Vieluf, Phil Buckman

Sobre o filme

Andy McDermott está viajando pela Europa quando conhece Serafine, uma jovem misteriosa por quem imediatamente se interessa. O romance, porém, começa a ganhar contornos sobrenaturais quando Andy descobre que existe uma comunidade de lobisomens vivendo escondida em Paris.

A produção mantém alguns elementos do filme de John Landis, principalmente a mistura entre horror, humor e romance, mas procura atualizar a criatura para o final dos anos 1990. E essa atualização aparece principalmente nos efeitos. Os lobisomens possuem movimentos mais rápidos e uma aparência muito mais próxima de criaturas digitais do que dos monstros criados através de maquiagem e próteses.

Por que assistir?
Porque o filme representa um momento de transição importante. Os efeitos digitais estavam começando a ocupar um espaço cada vez maior em Hollywood, e os lobisomens eram criaturas perfeitas para experimentar novas possibilidades. Algumas dessas técnicas envelheceram de maneira evidente, mas justamente por isso o filme funciona como um registro de uma época em que o cinema estava descobrindo como criar monstros que podiam fazer praticamente qualquer coisa diante da câmera.

Curiosidade
O diretor Anthony Waller já havia trabalhado em A Hora do Espanto 2 e também dirigiria Mute Witness. A produção tentou aproveitar o sucesso de Um Lobisomem Americano em Londres, mas não contou com John Landis ou com os personagens do filme original.

Legado
Um Lobisomem Americano em Paris não alcançou o mesmo status do clássico de 1981, mas possui importância dentro da evolução dos efeitos visuais. Ele está exatamente naquele ponto em que o cinema começava a deixar para trás o reinado absoluto da maquiagem prática. O lobisomem estava entrando na era digital.

POSSUÍDA (2000)

Possuída (2000).Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: John Fawcett
  • Ano: 2000
  • IMDb: 6,8
  • Elenco: Emily Perkins, Katharine Isabelle, Kris Lemche, Mimi Kuzyk

Sobre o filme

Brigitte e Ginger Fitzgerald são duas irmãs adolescentes fascinadas pela morte e pelo macabro. A relação entre as duas começa a mudar radicalmente quando Ginger é atacada por uma criatura durante a noite. Depois do ataque, Ginger começa a sofrer transformações físicas e comportamentais. O que inicialmente parece ser apenas uma mudança da adolescência rapidamente se transforma em algo muito mais sombrio.

A grande força do filme está justamente nessa ligação entre a transformação do corpo e a passagem para a vida adulta. O lobisomem funciona como uma metáfora para mudanças que as personagens não conseguem controlar, tornando a criatura parte de uma história muito mais íntima.

Por que assistir?
Porque Possuída encontrou uma maneira inteligente de atualizar o mito do lobisomem sem abandonar completamente o terror. Em vez de concentrar sua história em caçadas e batalhas contra monstros, o filme utiliza a criatura para falar sobre identidade, sexualidade, amadurecimento e a relação complicada entre duas irmãs. É um terror muito mais pessoal e talvez justamente por isso seja tão desconfortável.

Curiosidade
O filme ganhou uma continuação, Possuída 2: Força Incontrolável, lançada em 2004. Embora a sequência tenha seguido outra direção, a produção original permaneceu como o filme mais lembrado da franquia.

Legado
Possuída se tornou um dos filmes de lobisomem mais cultuados do início dos anos 2000 e ajudou a provar que a criatura ainda poderia representar muito mais do que simplesmente uma ameaça sobrenatural. Às vezes, o verdadeiro horror não está em se transformar em um monstro. Está em perceber que você já não consegue voltar a ser quem era.

DOG SOLDIERS – CÃES DE CAÇA (2002)

Lobisomem no filme Dog Soldiers.Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Neil Marshall
  • Ano: 2002
  • IMDb: 6,8
  • Elenco: Kevin McKidd, Sean Pertwee, Emma Cleasby, Liam Cunningham

Sobre o filme

Um grupo de soldados britânicos participa de um exercício de treinamento nas montanhas da Escócia. O que deveria ser uma missão militar relativamente simples muda completamente quando eles encontram os restos de uma equipe de operações especiais. Pouco depois, percebem que não estão sozinhos.

Lobos enormes começam a cercar a casa onde os soldados procuram abrigo. Sem comunicação, sem reforços e com poucos recursos, o grupo precisa descobrir como sobreviver à noite enquanto as criaturas tentam invadir o local. O filme transforma o lobisomem em uma ameaça quase militar. Eles são rápidos, inteligentes e extremamente agressivos.

Por que assistir?
Porque Dog Soldiers entende uma coisa fundamental sobre terror: um monstro fica muito mais assustador quando até soldados treinados têm medo dele. Neil Marshall trabalha muito bem a claustrofobia. A maior parte da tensão nasce do confinamento dos personagens, que sabem que as criaturas estão do lado de fora, mas não sabem exatamente quando elas vão atacar. É terror de sobrevivência em sua forma mais direta.

Curiosidade
O filme teve um orçamento relativamente baixo, mas Neil Marshall utilizou principalmente efeitos práticos, maquiagem e figurinos de criaturas, evitando depender excessivamente de computação gráfica. Essa escolha ajudou a dar aos lobisomens uma presença física bastante convincente.

Legado
Dog Soldiers tornou-se um dos grandes filmes cult britânicos dos anos 2000 e ajudou a revelar Neil Marshall como um diretor especialmente habilidoso em criar tensão com poucos recursos. Aqui, o lobisomem não é uma vítima, é simplesmente aquilo que está esperando do lado de fora da porta.

ANJOS DA NOITE (2003)

Lobisomem no filme Anjos da Noite.Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Len Wiseman
  • Ano: 2003
  • IMDb: 7,0
  • Elenco: Kate Beckinsale, Scott Speedman, Michael Sheen, Shane Brolly

Sobre o filme

Durante séculos, vampiros e Lycans travam uma guerra secreta. Selene, uma guerreira vampira interpretada por Kate Beckinsale, dedica sua vida a caçar os lobisomens que considera responsáveis pela morte de sua família. A situação muda quando ela descobre que os Lycans estão interessados em Michael Corvin, um humano que possui uma ligação genética capaz de alterar o equilíbrio entre as duas espécies.

Aqui, o lobisomem deixa de ser simplesmente um indivíduo amaldiçoado pela lua. Os Lycans fazem parte de uma sociedade organizada, com hierarquia, tecnologia e objetivos próprios. Essa mudança ajudou a transformar a criatura em uma ameaça muito mais próxima do cinema de ação.

Por que assistir?
Porque Anjos da Noite ajudou a reinventar o lobisomem para o público dos anos 2000. A criatura ganhou uma aparência mais agressiva e uma presença muito mais física. As transformações também passaram a fazer parte de sequências de ação, com os Lycans funcionando quase como soldados em uma guerra sobrenatural. Além disso, a rivalidade entre vampiros e lobisomens criou uma mitologia própria que seria explorada em vários filmes posteriores.

Curiosidade
O termo Lycan utilizado no filme vem de Lycanthrope, palavra derivada do grego lykánthrōpos, usada para designar alguém que acredita ter se transformado em lobo ou que é associado à transformação em lobisomem.

Legado
Anjos da Noite ajudou a popularizar uma nova representação dos lobisomens: menos gótica, mais física e muito mais próxima da estética dos filmes de ação. A criatura continuava sendo um monstro, mas agora ela também sabia lutar.

VAN HELSING: O CAÇADOR DE MONSTROS (2004)

Lobisomem no filme Van Helsing. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Stephen Sommers
  • Ano: 2004
  • IMDb: 6,1
  • Elenco: Hugh Jackman, Kate Beckinsale, Richard Roxburgh, David Wenham

Sobre o filme

Gabriel Van Helsing, interpretado por Hugh Jackman, é um caçador de monstros enviado à Transilvânia para enfrentar o Conde Drácula. Em sua missão, ele acaba entrando em contato com uma série de criaturas sobrenaturais, incluindo Frankenstein e os temíveis lobisomens.

A criatura possui uma importância especial dentro da história. O lobisomem não é apenas um inimigo qualquer: sua condição está diretamente ligada aos planos de Drácula e acaba colocando Van Helsing diante de uma ameaça que ele precisa enfrentar de maneira muito mais pessoal. O visual também acompanha a proposta grandiosa da produção. O lobisomem de Van Helsing é enorme, musculoso e extremamente agressivo, abandonando definitivamente a aparência mais humana dos primeiros clássicos.

Por que assistir?
Porque Van Helsing representa perfeitamente a transformação do cinema de monstros em um grande espetáculo de aventura. O filme reúne personagens clássicos que pertenciam a diferentes momentos do terror e os coloca dentro de uma mesma narrativa. Para os fãs de lobisomens, existe ainda o prazer de ver a criatura sendo utilizada em grandes sequências de ação, com efeitos visuais que buscavam levar o monstro a uma escala muito maior. É menos um filme de terror tradicional e mais uma aventura de monstros em ritmo de blockbuster.

Curiosidade
O próprio Hugh Jackman interpreta o lobisomem em determinado momento da história. A transformação de Van Helsing faz com que o caçador de monstros se torne temporariamente aquilo que passou boa parte do filme tentando destruir.

Legado
Van Helsing não reinventou o gênero como fizeram os clássicos dos anos 1930 ou Um Lobisomem Americano em Londres, mas ajudou a apresentar os monstros clássicos a uma nova geração dentro de uma produção de grande escala. E existe uma ironia perfeita em sua história: para derrotar alguns dos maiores monstros do cinema, o caçador precisou se transformar em um deles.

HARRY POTTER E O PRISIONEIRO DE AZKABAN (2004)

Lobisomem no filme Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Alfonso Cuarón
  • Ano: 2004
  • IMDb: 7,9
  • Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, David Thewlis, Gary Oldman

Sobre o filme

Harry retorna a Hogwarts para seu terceiro ano e encontra um novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas: Remo Lupin. Calmo, inteligente e extremamente diferente dos outros professores da disciplina, Lupin rapidamente se torna uma das figuras adultas em quem Harry mais confia. Existe, porém, um segredo que ele tenta esconder: Lupin é um lobisomem.

A revelação ganha ainda mais peso porque o filme não apresenta a criatura apenas como um monstro. Lupin é um homem gentil, culto e responsável que precisa conviver com uma condição que não escolheu. Sua transformação é, portanto, muito mais dolorosa do que simplesmente assustadora.

Por que assistir?

Porque é uma das melhores utilizações do mito do lobisomem como metáfora de preconceito e exclusão. Lupin é temido não pelo homem que é, mas pelo que pode se tornar. E isso faz com que o personagem tenha uma dimensão muito diferente de boa parte dos lobisomens tradicionais. Além disso, Alfonso Cuarón trouxe uma atmosfera consideravelmente mais sombria para a franquia, fazendo com que a transformação de Lupin se encaixasse perfeitamente naquele universo.

Curiosidade
O visual de Lupin durante a transformação foi deliberadamente diferente do lobisomem tradicional. Em vez de uma criatura enorme e musculosa, os designers criaram um ser magro, quase esquelético, reforçando a ideia de que Lupin estava sendo consumido pela própria maldição.

Legado
Remo Lupin se tornou uma das representações mais humanas do lobisomem no cinema. Ele nos lembra que nem todo monstro é mau. Às vezes, o monstro é apenas aquilo que o mundo decidiu temer em você

AMALDIÇOADOS (2005)

Lobisomem no filme Amaldiçoados. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Wes Craven
  • Ano: 2005
  • IMDb: 5,1
  • Elenco: Christina Ricci, Jesse Eisenberg, Joshua Jackson, Portia de Rossi

Sobre o filme

Os irmãos Ellie e Jimmy são atacados por uma criatura enquanto dirigem por uma estrada de Los Angeles. Depois do acidente, começam a perceber mudanças estranhas em seus corpos e comportamentos. Mais fortes, mais rápidos e cada vez mais dominados pelos próprios instintos, os irmãos precisam descobrir quem os atacou e como interromper a maldição.

A história transforma a licantropia em uma espécie de epidemia sobrenatural. O perigo não está apenas em encontrar um lobisomem. Você pode se tornar um.

Por que assistir?
Porque Amaldiçoados representa uma tentativa de levar o lobisomem para o mesmo território do terror adolescente que dominava o cinema na época. O filme também chama atenção pelo trabalho de maquiagem de Rick Baker, responsável pelos efeitos de transformação. É uma produção mais leve e pop do que os grandes clássicos do gênero, mas justamente por isso funciona como retrato de uma época.

Curiosidade
O projeto passou por diversas mudanças durante a produção, incluindo alterações no roteiro e refilmagens significativas. O resultado final ficou bastante diferente da concepção original de Wes Craven.

Legado
Amaldiçoados não alcançou o mesmo impacto de Pânico, mas é interessante por reunir nomes importantes do terror e do cinema adolescente dos anos 2000. Aqui, a velha maldição ganhou uma nova embalagem. O lobisomem entrou no século XXI tentando descobrir se ainda conseguia assustar adolescentes.

A FERA ASSASSINA (2006)

Lobisomem no filme A Fera Assassina. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
Direção: Lance W. Dreesen | IMDB: 5,2

A Fera Assassina (2006) é dirigido por James Isaac e produzido por Stan Winston, criador de efeitos práticos em filmes como O Exterminador do Futuro e Aliens. O enredo foge do tradicional conflito “homem vs. monstro” e aprofunda o mito do lobisomem em um contexto de redenção.

Na trama a policial Kelly (Sarah Lieving) investiga uma série de mortes brutais nas estradas próximas a Bray Road. Ao lado do enigmático Robert (Jeff Denton), ela descobre que os ataques são obra de uma criatura lendária.

ANJOS DA NOITE: A EVOLUÇÃO (2006)

Lobisomem no filme Anjos da Noite: A Evolução. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
Direção: Len Wiseman | IMDB: 6,7

Dirigido por Len Wiseman, Anjos da Noite: A Evolução (2006) dá sequência direta aos eventos do primeiro filme, expandindo o universo sombrio e gótico que colocou vampiros e lobisomens (lycans) em uma guerra milenar. Visualmente deslumbrante, o longa é marcado por efeitos especiais aprimorados.

Na trama, Selene (Kate Beckinsale), a vampira guerreira, foge ao lado de Michael Corvin (Scott Speedman), enquanto o despertar do ancestral Marcus (Tony Curran) ameaça alterar o equilíbrio entre as espécies. Marcus, o primeiro vampiro, busca libertar seu irmão William, o primeiro e mais poderoso lobisomem.

SKINWALKERS: AMALDIÇOADOS (2006)

Lobisomem no filme Skinwalkers. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
Direção: James Isaac | IMDB: 4,5

Dirigido por James Isaac, Skinwalkers: Amaldiçoados (2000) aposta na velha escola dos filmes de lobisomem: maquiagem, efeitos práticos e uma trama centrada na maldição da lua cheia.

Na trama Timothy (Matthew Knight), descobre ser o elo profético capaz de pôr fim à linhagem dos lobisomens. Protegido por sua mãe Rachel (Rhona Mitra) e por um grupo de “Skinwalkers” arrependidos, ele se torna alvo de Varek (Jason Behr), líder dos lobisomens selvagens que pretende impedir a quebra da maldição.

ANJOS DA NOITE: A REBELIÃO (2009)

Lobisomem no filme Anjos da noite: A Rebelião. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
Direção: Patrick Tatopoulos | IMDB: 6,5

Dirigido por Patrick Tatopoulos, Anjos da Noite: A Rebelião (2009) mergulha nas origens sombrias da eterna guerra entre vampiros e lobisomens, revelando como o conflito começou séculos antes dos eventos vistos nos filmes anteriores da franquia.

Na trama Escravizados pelos vampiros, os Lycans vivem sob o domínio de Viktor (Bill Nighy), até que Lucian (Michael Sheen) se apaixona por Sonja (Rhona Mitra). O romance proibido desperta uma revolta sangrenta e marca o início da lendária guerra entre vampiros e lobisomens.

O LOBISOMEM (2010)

Benicio Del Toro como Lobisomem no filme Lobisomem (2010). Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
  • Direção: Joe Johnston
  • Ano: 2010
  • IMDb: 5,8
  • Elenco: Benicio Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt, Hugo Weaving

Sobre o filme

Lawrence Talbot retorna à propriedade de sua família depois do desaparecimento de seu irmão. Ao chegar, descobre que existe uma criatura aterrorizando a região e começa a investigar os acontecimentos. Durante sua busca, Talbot acaba sendo atacado e mordido pelo próprio monstro. A partir daquele momento, passa a carregar a mesma maldição que aterrorizou a região durante gerações.

A produção recupera vários elementos do clássico de 1941, mas apresenta uma versão muito mais brutal do personagem. O lobisomem é grande, violento e fisicamente ameaçador, enquanto a história mergulha no passado sombrio da família Talbot.

Por que assistir?
Porque é uma tentativa de recuperar o terror gótico clássico em uma produção moderna. A ambientação é um dos grandes destaques. Castelos, florestas, neblina e noites de lua cheia criam uma atmosfera que remete diretamente aos filmes de monstros da Universal. E a presença de Benicio Del Toro no papel de Lawrence Talbot acrescenta uma dimensão trágica ao personagem. Mais uma vez, o cinema apresenta o lobisomem não apenas como uma fera, mas como um homem tentando entender a maldição que tomou conta de sua vida.

Curiosidade
A maquiagem e os efeitos da transformação foram desenvolvidos pelo lendário Rick Baker, o mesmo artista responsável pela transformação de Um Lobisomem Americano em Londres. Baker havia conquistado o primeiro Oscar de Melhor Maquiagem justamente pelo filme de 1981.

Legado
O Lobisomem não alcançou o impacto do clássico de 1941, mas possui uma importância simbólica: foi uma das grandes tentativas de Hollywood de recuperar seus monstros tradicionais para o cinema moderno. A criatura mudou de aparência, a tecnologia mudou, mas a tragédia continuava a mesma. Um homem pode lutar contra um monstro. O problema é quando o monstro está dentro dele.

Leia também:

O SEGREDO DA CABANA (2011)

Lobisomem no filme O Segredo da Cabana. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
Direção: Drew Goddard | IMDB: 7,0

Dirigido por Drew Goddard e produzido por Joss Whedon, O Segredo da Cabana (2011), combina terror, suspense e criaturas sobrenaturais. Entre os horrores, o lobisomem (apesar de rápido) se destaca como uma das figuras mais aterrorizantes.

Na trama Dana (Kristen Connolly), Curt (Chris Hemsworth), Marty (Fran Kranz), Jules (Anna Hutchison) e Holden (Jesse Williams) viajam para uma cabana. Lá, eles se tornam alvo de experimentos mortais conduzidos por uma equipe secreta que controla forças sobrenaturais, incluindo um lobisomem assustador.

ANJOS DA NOITE: O DESPERTAR (2012)

Lobisomem no filme Anjos da Noite: O Despertar. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
Direção: Måns Mårlind | IMDB: 6,3

Dirigido por Måns Mårlind e Björn Stein, Anjos da Noite: O Despertar (2012), apresenta efeitos visuais de alta qualidade e cenas de combate coreografadas.

Na trama após despertar de anos de criogenia, Selene (Kate Beckinsale) descobre que os lycans (lobisomens) e humanos avançaram, e sua filha, Eve, é o alvo de caçadas mortais.

SINISTRO: A MALDIÇÃO DO LOBISOMEM (2013)

Lobisomem no filme Sinistro: A Maldição do Lobiosomem. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
Direção: William Brent Bell | IMDB: 5,9

Dirigido por William Brent Bell, Sinistro (2013) é uma abordagem inovadora ao gênero de lobisomens, destacando-se pelo uso de efeitos práticos que conferem realismo e intensidade às cenas de transformação.

Na trama após uma série de ataques brutais em uma vila francesa, Talan Gwynek (Brian Scott O’Connor) é preso e acusado dos crimes. A advogada Kate Moore (A.J. Cook) assume sua defesa. Durante a investigação, descobrem que Talan pode ser um lobisomem, levando a equipe a confrontar a verdade sobre a natureza humana e monstruosa.

O UIVO (2015)

Lobisomem no filme O Uivo. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
Direção: Paul Hyett | IMDB: 5,5

O terror britânico O Uivo (2015), dirigido por Paul Hyett, traz de volta o charme das produções clássicas de lobisomem, apostando em efeitos práticos e atmosfera claustrofóbica. Conhecido por seu trabalho em maquiagem e efeitos especiais em filmes como O Albergue, cria aqui uma narrativa envolvente, repleta de suspense, criaturas realistas e ação sangrenta.

Na trama durante uma viagem noturna, o condutor Joe Griffin (Ed Speleers) vê sua rotina virar pesadelo quando o trem é forçado a parar em meio à floresta. Com a comunicação cortada e a ajuda distante, os passageiros logo percebem que estão sendo caçados por lobisomens famintos.

GOOSEBUMPS: MONSTROS E ARREPIOS (2015)

Lobisomem no filme Gossebumps. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
Direção: Rob Letterman | IMDB: 6,3

Baseado nos populares livros de R.L. Stine e dirigido por Rob Letterman, o filme Goosebumps: Monstros e Arrepios (2015) mistura aventura, comédia e fantasia, trazendo à vida as criaturas mais icônicas da série literária, incluindo o Lobisomem, criado com uma mistura de CGI e captura de movimento, entrega.

Na trama o adolescente Zach Cooper (Dylan Minnette) se muda para uma nova cidade e descobre que seu misterioso vizinho é R.L. Stine (Jack Black), autor dos famosos livros Goosebumps. Quando Zach, acidentalmente, abre um dos manuscritos trancados do escritor, monstros são libertados

ANJOS DA NOITE: GUERRAS DE SANGUE (2016)

Lobisomem no filme Anjos da Noite: Guerras de Sangue. Em uma lista que reúne os 30 melhores filmes de lobimem.
Direção: Anna Foerster | IMDB: 5,7

Em Anjos da Noite: Guerras de Sangue (2016), dirigido por Anna Foerster traz de volta Selene (Kate Beckinsale), o mais importante, eleva o visual dos lobisomens com efeitos práticos aprimorados e CGI refinado, dando corpo e poder às criaturas que se tornaram símbolo da saga.

Na trama perseguida por ambas as facções, Selene (Kate Beckinsale) precisa enfrentar os novos líderes vampiros e deter o avanço dos Lycans, que sob o comando de Marius (Tobias Menzies), buscam capturar sua filha híbrida para usar o sangue dela e dominar a guerra.

Dicas de post:

Fonte: IMDB e Box Office Mojo

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