As histórias por trás de um dos filmes de terror mais perturbadores dos anos 70, desde as dificuldades das filmagens até os detalhes que ajudaram a transformar Leatherface em um ícone do horror.
- Ano: 1974
- Direção: Tobe Hooper
- IMDb: 7,4/10
- Elenco: Marilyn Burns, Gunnar Hansen, Edwin Neal, Allen Danziger, Paul A. Partain, Jim Siedow e Teri McMinn
- Oscar: Não indicado
- Duração: 1h23min
- Gênero: Terror, horror psicológico, slasher
Lançado em 1974, O Massacre da Serra Elétrica não precisava de grandes efeitos especiais ou de um orçamento milionário para assustar o público. Dirigido por Tobe Hooper, o filme apostou em uma atmosfera brutalmente realista, em personagens aparentemente comuns e em uma sensação permanente de desconforto para construir uma das experiências mais perturbadoras da história do cinema de terror.
A fotografia granulada, o calor sufocante, os cenários decadentes e a violência sugerida criaram uma estética que parecia estar mais próxima de um registro documental do que de uma produção tradicional de horror. O resultado foi um filme que confundiu o público, chocou os espectadores e acabou influenciando profundamente o cinema de terror das décadas seguintes.
Mas existe uma história tão fascinante quanto perturbadora por trás daquilo que aparece na tela. O Massacre da Serra Elétrica foi produzido em condições difíceis, com uma equipe submetida a jornadas exaustivas, temperaturas extremas e situações que transformaram as filmagens em uma experiência quase tão desconfortável quanto o próprio filme.
Quase cinco décadas depois, O Massacre da Serra Elétrica continua sendo estudado, imitado e discutido por fãs de terror. Por trás da motosserra de Leatherface, existe uma produção cheia de escolhas arriscadas, coincidências e histórias tão estranhas quanto o próprio filme. A seguir, confira 15 curiosidades sobre O Massacre da Serra Elétrica (1974) e descubra o que aconteceu nos bastidores de um dos maiores clássicos do horror.
Como Gunnar Hansen deu voz a Leatherface sem falar

Leatherface praticamente não possui diálogos em O Massacre da Serra Elétrica. Isso não aconteceu por acaso. No roteiro, algumas das falas atribuídas ao personagem eram praticamente incompreensíveis, e Tobe Hooper decidiu trabalhar com Gunnar Hansen para encontrar uma maneira de transmitir o significado de cada momento sem depender de palavras.
Hooper explicava ao ator o que Leatherface deveria estar pensando ou sentindo, e Hansen transformava essas informações em movimentos, gritos, respiração e expressões corporais. A ideia era construir um personagem que se comunicasse principalmente pelo corpo.
Em uma das cenas, quando o Velho chega em casa e começa a discutir com Leatherface, Hansen acabou demonstrando uma compreensão verbal maior do que Hooper queria. O diretor considerou que havia “inteligência demais” no personagem e decidiu refazer a tomada. Anos depois, Hansen brincaria dizendo que aquela havia sido sua única oportunidade de ter uma fala no filme.
O resultado foi fundamental para a construção do personagem. Leatherface não precisava explicar quem era. Seus movimentos, seus gritos e suas reações diziam tudo.
O sangue real e a história da camisa de Marilyn Burns

Uma das características que ajudam a explicar o desconforto de O Massacre da Serra Elétrica é a maneira como o filme mistura maquiagem, efeitos práticos e acidentes reais. Marilyn Burns, que interpreta Sally Hardesty, chegou a se cortar de verdade durante uma das perseguições pela vegetação. Por isso, parte do sangue que aparece em seu corpo e em suas roupas não veio de um efeito especial.
A produção também foi tão improvisada que o figurino se transformou em um problema recorrente. Burns contou que levou suas roupas para lavar durante as filmagens e, quando voltou para buscá-las, descobriu que a camisa roxa que usava havia desaparecido da secadora. A equipe precisava manter uma continuidade visual rigorosa, principalmente porque Sally passa boa parte do filme usando as mesmas roupas. Sem a peça original, Burns precisou encontrar outra igual ou semelhante e continuar trabalhando com ela.
É um detalhe aparentemente pequeno, mas revela uma característica essencial daquela produção: quase tudo precisava ser resolvido rapidamente, com poucos recursos e sem a possibilidade de simplesmente encomendar um novo figurino para a próxima cena.
John Larroquette, Orson Welles e um pagamento inusitado

A voz que aparece na abertura de O Massacre da Serra Elétrica pertence a John Larroquette, ator que ainda estava no início da carreira e que anos depois se tornaria conhecido mundialmente por trabalhos na televisão. Sua participação é pequena, mas ajuda a estabelecer imediatamente o tom sombrio do filme.
Tobe Hooper queria que aquela narração tivesse uma gravidade quase documental. A ideia era criar a impressão de que o espectador estava diante de um acontecimento real, e não de uma história de ficção. Para isso, Hooper pediu a Larroquette uma interpretação inspirada na voz de Orson Welles.
O mais curioso veio depois. Segundo o próprio Larroquette, seu pagamento pela gravação foi um cigarro de maconha. A história acabou se tornando uma das anedotas mais conhecidas dos bastidores do filme. Em outra entrevista, o ator chegou a dizer que nunca havia assistido ao longa. A participação de Larroquette acabou tendo uma importância maior do que sua duração sugere. A narração ajuda a vender a principal mentira promocional do filme: a ideia de que aquilo que o público estava prestes a assistir havia realmente acontecido.
Ed Gein ajudou a inspirar Leatherface

A ideia de que Leatherface foi simplesmente baseado em Ed Gein é uma simplificação. O personagem reúne diferentes referências, mas Gein certamente faz parte dessa mistura. O criminoso de Wisconsin ficou conhecido por profanar sepulturas e utilizar partes de cadáveres humanos para produzir objetos e peças de vestuário. Seus crimes chocaram os Estados Unidos e acabaram influenciando diversos personagens do cinema de horror, entre eles Norman Bates, de Psicose.
No caso de Leatherface, a influência está principalmente na utilização da pele humana como máscara e na relação perturbadora entre violência, morte e objetos domésticos. O filme, porém, não conta a história de Gein e não apresenta uma adaptação direta de seus crimes. O próprio Gunnar Hansen explicou que a conexão entre os dois foi apenas uma das referências utilizadas na criação do personagem.
Tobe Hooper e Kim Henkel também encontraram inspiração em crimes reais que estavam sendo noticiados no Texas naquela época, especialmente os casos envolvendo Dean Corll, Elmer Wayne Henley e David Owen Brooks. O resultado foi uma família de assassinos que parece familiar e, ao mesmo tempo, completamente absurda.
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A motosserra nasceu durante uma tarde de compras de Natal

Uma das histórias mais curiosas sobre a origem do filme aconteceu longe de qualquer set de filmagem. Durante as compras de Natal de 1972, Tobe Hooper estava em uma loja Montgomery Ward, em Austin, Texas. O estabelecimento estava lotado e o diretor se sentia incomodado com a multidão. Ao chegar à seção de ferramentas, viu uma exposição de motosserras.
Foi então que teve uma ideia estranha: imaginou que poderia simplesmente ligar uma daquelas máquinas e abrir caminho pela multidão. Hooper obviamente não fez isso, mas a imagem ficou em sua cabeça. A ideia acabou se transformando na principal arma de Leatherface e em um dos objetos mais reconhecíveis da história do cinema de terror.
O curioso é que a motosserra não nasceu originalmente como parte de uma história sobre um assassino. Ela surgiu de uma situação banal, misturada à irritação de um diretor diante de uma loja lotada durante o período de Natal.
Leatherface usava três máscaras diferentes

Uma das maiores criações de Gunnar Hansen e Tobe Hooper foi a ideia de que Leatherface não possui uma única identidade. Durante o filme, ele aparece utilizando três máscaras diferentes, conhecidas como Killing Mask, Old Lady Mask e Pretty Woman Mask. Cada uma representa uma personalidade. Quando utiliza a máscara da Velha Senhora, por exemplo, Leatherface assume uma postura doméstica. Coloca um avental, pega uma colher de pau e tenta desempenhar o papel de alguém responsável pelas tarefas da casa.
Já a máscara usada durante o jantar apresenta outra personalidade. Leatherface aparece vestido de maneira mais elaborada, como se estivesse tentando representar uma mulher elegante. A máscara usada durante os assassinatos, por sua vez, representa seu lado mais agressivo.
A ideia é particularmente perturbadora porque sugere que não existe uma identidade estável por trás da máscara. Leatherface precisa vestir um personagem para conseguir se expressar. Gunnar Hansen resumiu a ideia de maneira bastante precisa: a máscara não serve apenas para esconder seu rosto. Ela cria a personalidade que ele precisa assumir naquele momento.
Gunnar Hansen quase recusou o papel de Leatherface

Gunnar Hansen não era um ator conhecido quando recebeu a oportunidade de interpretar Leatherface. E, inicialmente, a brutalidade da história chegou a fazê-lo pensar em recusar o papel. O personagem exigia uma preparação física intensa e uma quantidade enorme de cenas difíceis. Hansen também percebeu rapidamente que Leatherface seria um personagem muito diferente dos papéis tradicionais que um ator poderia imaginar para uma produção independente.
Ele acabou aceitando o trabalho e construiu uma interpretação que seria determinante para o sucesso do filme. Uma decisão importante da produção foi manter Hansen separado de boa parte do elenco. Muitos atores só viam Leatherface caracterizado no momento em que precisavam contracenar com ele. Isso ajudava a preservar uma reação genuína diante daquele homem enorme, mascarado e carregando uma motosserra.
O próprio Hansen tinha cerca de 1,93 metro de altura, e o figurino ainda aumentava sua presença física. O resultado foi um personagem que parecia ocupar muito mais espaço na tela do que seu tempo de aparição poderia sugerir.
O calor e o mau cheiro transformaram o figurino de Leatherface em um pesadelo

As condições de filmagem de O Massacre da Serra Elétrica eram extremamente difíceis. O orçamento limitado significava que a equipe precisava reutilizar objetos, roupas e materiais constantemente, e isso incluía o figurino de Leatherface. Gunnar Hansen usava praticamente a mesma roupa durante todo o período de filmagem. O problema era que algumas peças não podiam ser simplesmente lavadas e substituídas, e as filmagens aconteciam durante o verão texano.
Depois de semanas de trabalho, o figurino acumulava suor, sujeira e o cheiro provocado pelo calor. Hansen contou que as condições chegaram a ser tão ruins que os outros integrantes da equipe evitavam ficar próximos dele.
A situação resume perfeitamente o tipo de produção que Tobe Hooper estava realizando. Não havia conforto de um grande estúdio. Não existia uma quantidade ilimitada de figurinos, cenários e equipamentos. O desconforto que aparece na tela também fazia parte da realidade dos bastidores.
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Como Gunnar Hansen construiu a personalidade de Leatherface

Tobe Hooper deu a Gunnar Hansen bastante liberdade para desenvolver a personalidade de Leatherface. O ator decidiu criar alguém que tivesse dificuldades de comunicação e que dependesse das máscaras para expressar diferentes aspectos de sua personalidade.
Hansen estudou movimentos e formas de comunicação de pessoas com deficiência intelectual como parte de sua preparação. A intenção era construir um personagem que não se expressasse de maneira convencional, evitando que Leatherface parecesse simplesmente um assassino silencioso por escolha.
Essa característica também ajudou a diferenciar Leatherface de outros vilões do gênero. Ele não é um personagem frio e calculista. Suas reações frequentemente parecem impulsivas, confusas e quase infantis. Essa contradição contribui para o desconforto do personagem. Leatherface pode ser brutal em um momento e demonstrar medo ou insegurança no seguinte. Ele não transmite a sensação de que está no controle de tudo. Pelo contrário. Muitas vezes parece que ele próprio está tentando entender o que está acontecendo ao seu redor.
A foto de família que acabou virando um cartaz histórico

Durante as filmagens, o elenco que interpretava a família de Leatherface fez uma fotografia de bastidores em frente à casa usada no filme. Era apenas uma brincadeira, uma espécie de registro informal de um grupo de atores reunido no set. A fotografia, porém, acabou deixando os limites da produção. Um jornalista alemão teria conseguido levar a imagem do local das filmagens, e ela posteriormente foi utilizada na divulgação do filme na Alemanha. A fotografia ganhou uma vida própria e passou a fazer parte da iconografia de O Massacre da Serra Elétrica.
Isso é especialmente curioso porque a imagem mostra exatamente aquilo que o filme evita explicar em detalhes: a família reunida, quase como um retrato familiar convencional, mas com personagens que sabemos serem responsáveis por alguns dos momentos mais perturbadores da história.
A fotografia acabou se tornando tão reconhecível que voltou a ser utilizada em materiais relacionados ao filme décadas depois, incluindo lançamentos em alta definição.
A máscara de Leatherface também atrapalhava Gunnar Hansen

A máscara que tornou Leatherface assustador também criou um problema enorme para o próprio Gunnar Hansen. Os orifícios dos olhos eram pequenos e limitavam bastante sua visão. Hansen tinha dificuldade para enxergar o que estava ao seu redor, principalmente durante as cenas de movimento rápido. O problema ficava ainda maior porque o ator precisava correr, carregar uma motosserra e interagir com outros atores em cenários relativamente apertados. Em algumas ocasiões, ele acabou batendo a cabeça em portas e objetos do cenário.
A situação chegou a provocar acidentes durante as filmagens. Em uma das cenas, por exemplo, Hansen acertou William Vail com um golpe acidental enquanto utilizava um martelo cenográfico. Os sapatos também não ajudavam. O figurino incluía botas com salto, aumentando ainda mais a altura de Hansen e tornando sua movimentação dentro dos cenários mais complicada.
O resultado era um personagem assustador também para quem o interpretava. Hansen precisava executar as cenas praticamente sem enxergar direito, carregando uma motosserra real e tentando evitar acidentes.
A cena do jantar foi um dos momentos mais difíceis das filmagens

A famosa cena do jantar é provavelmente um dos maiores exemplos do caos que marcou a produção. A sequência foi filmada dentro de uma casa sem ar-condicionado, durante o verão do Texas. Como a equipe precisava controlar a iluminação e simular as condições da cena, as janelas foram cobertas com material escuro. O resultado foi transformar o ambiente em uma espécie de forno.
A situação piorava por causa dos objetos utilizados na decoração. Ossos e partes de animais eram reais, e o calor fazia com que os materiais começassem a apodrecer. O cheiro se tornou tão forte que integrantes do elenco e da equipe precisavam sair do ambiente para respirar e, em alguns casos, chegaram a passar mal. Para completar, a maquiagem de Grandpa exigia horas de preparação. Como havia limitações nos materiais disponíveis, a produção precisou concentrar as cenas do personagem em um único período de trabalho.
O resultado que vemos na tela é justamente aquilo que tornou a sequência tão desconfortável. Os atores estão exaustos, o ambiente parece sufocante e a casa transmite uma sensação de podridão que é difícil de reproduzir artificialmente. Nesse caso, a realidade dos bastidores acabou contribuindo diretamente para o horror apresentado na tela.
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Tobe Hooper usou montagem e enquadramento para aumentar o terror

Tobe Hooper sabia que não possuía dinheiro para competir com as grandes produções de Hollywood. Por isso, uma parte importante do terror de O Massacre da Serra Elétrica nasceu da maneira como as imagens eram construídas e montadas. Em vez de mostrar tudo, Hooper frequentemente preferia sugerir. Cortes rápidos, mudanças bruscas de enquadramento e a ausência de informações completas obrigavam o espectador a imaginar o que estava acontecendo.
O diretor de fotografia Daniel Pearl também trabalhou com a ideia de deslocar a atenção do público dentro do quadro. Um elemento podia aparecer de um lado da imagem e, logo em seguida, o filme cortava para outro ponto completamente diferente, criando uma sensação de desorientação.
Essa estratégia ajudou a criar uma característica que permanece fundamental no filme: a sensação de que o espectador nunca está completamente preparado para o que vai acontecer. O horror não depende apenas daquilo que aparece na tela, depende também daquilo que o filme faz o público imaginar.
A famosa “dança da motosserra” foi parcialmente improvisada

A imagem de Leatherface girando a motosserra no meio da estrada, enquanto o sol nasce ao fundo, é uma das cenas mais reconhecíveis do cinema de terror. Curiosamente, o momento não foi planejado exatamente da maneira como acabou aparecendo no filme. Tobe Hooper pediu a Gunnar Hansen que demonstrasse a frustração de Leatherface depois que Sally consegue escapar. A orientação inicial era relativamente simples: mostrar a irritação do personagem.
Hansen decidiu fazer muito mais, ele começou a bater os pés e a girar com a motosserra, transformando a frustração em uma espécie de dança desesperada. Hooper e o diretor de fotografia Daniel Pearl perceberam que havia algo especial naquela movimentação e mantiveram a câmera acompanhando o ator em um movimento circular.
A cena ganhou uma força inesperada. Leatherface não parece simplesmente furioso. Ele parece completamente perdido, como se não soubesse o que fazer depois de perder sua vítima. O próprio Hansen carregava uma grande dose de frustração depois de semanas de filmagens exaustivas, e parte dessa energia acabou chegando à interpretação. O resultado foi uma das imagens mais estranhas e memoráveis da história do horror.
O filme custou pouco e arrecadou milhões

Quando O Massacre da Serra Elétrica chegou aos cinemas em 1974, Tobe Hooper estava longe de comandar uma grande produção de Hollywood. O filme foi realizado com um orçamento estimado em cerca de US$ 140 mil, valor extremamente baixo até mesmo para os padrões do cinema independente da época. A produção precisou economizar em praticamente tudo, desde os cenários e figurinos até os efeitos especiais, e contou com um elenco formado em grande parte por atores pouco conhecidos.
O resultado nas bilheterias, porém, foi impressionante. Segundo a Texas State Historical Association, o filme arrecadou mais de US$ 30 milhões somente nos Estados Unidos. O Box Office Mojo registra atualmente cerca de US$ 30,9 milhões em bilheteria doméstica, considerando o histórico de lançamentos e relançamentos.
A diferença entre o investimento e a arrecadação ajuda a explicar por que o longa se tornou um dos grandes exemplos de rentabilidade do cinema independente. Mesmo considerando que a bilheteria não representa integralmente o dinheiro que retorna aos produtores, já que cinemas, distribuidores e outros envolvidos ficam com parte da receita, o desempenho foi extraordinário para uma produção daquele tamanho.
O sucesso também ajudou a transformar Leatherface em um dos personagens mais reconhecíveis do terror e garantiu ao filme uma vida muito mais longa do que sua passagem original pelos cinemas. O que começou como uma produção barata, filmada em condições difíceis no interior do Texas, acabou se tornando uma franquia duradoura e um dos títulos mais influentes da história do gênero.
É um daqueles casos em que a falta de dinheiro acabou trabalhando a favor do filme: a aparência crua, os cenários reais e a atmosfera quase documental, criadas em parte pela necessidade de economizar, ajudaram a fazer O Massacre da Serra Elétrica parecer ainda mais perturbador. E, financeiramente, a motosserra provou ser uma máquina muito mais eficiente do que seus produtores provavelmente poderiam imaginar.
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Fonte: IMDB
