A jornada dos Efeitos especiais e visuais no cinema

A jornada dos Efeitos especiais e visuais no cinema

Consegue imaginar um filme sem algum tipo de efeitos especiais? Acompanhe a evolução, cada passo ao longo de mais de 100 anos de pura mágica.

São mais de cem anos de uma constante evolução nas técnicas. Estamos falando sobre truques de câmera e edição, miniaturas, sobreposição de imagens, espelhos, quadros. Uma jornada, até o nível da perfeição que assistimos em praticamente todas as produções.

Dica de post: As mentiras contadas pelo cinema

Efeitos visuais (CGI) é a tecnologia mais comum e mais barata atualmente, mas existiu (ainda existe) um uso muito mais refinado de efeitos especiais. Os efeitos práticos, quando feitos corretamente, podem ser muito mais envolventes do que CGI e podem ser eficazes e memoráveis.

Não há nada remotamente ofensivo para os padrões de hoje, alguns públicos podem até achar os filmes divertidos. Mas se você aprecia a arte que foi usada e pode perdoar a passagem do tempo, então vale a pena revisitar todos esses clássicos.

VIAGEM À LUA (1902)

Voltamos mais de um século para chegar ao auge dos efeitos especiais, o primeiro filme de ficção científica e infelizmente esquecido, criado pelo gênio George Mélies. O início de toda essa era de efeitos mirabolantes.

BANCANDO O ÁGUIA (1924)

Buster Keaton impressiona com as mudanças de ambientes. De uma rua movimentada a uma selva cheia de leões. O comediante contratou uma equipe para marcar as posições de cada cena, para não terem erros na troca dos backgrounds.

METRÓPOLIS (1927)

O avô de todos os filmes de ficção científica. Concebido pelo diretor alemão Fritz Lang, este clássico deu ao público uma visão espetacular de um futuro distópico. O especialista em FX Eugen Schufftan construiu miniaturas para a cidade e truques com espelhos transformaram o filme em um clássico.

O MÉDICO E O MONSTRO (1931)

Por anos ninguém conseguia descobrir como a cena de transformação foi filmada pelo diretor Rouben Mamoulian. Uma mistura de iluminação e aplicação gradualmente de maquiagem foi o segredo para o resultado final.

O HOMEM INVISÍVEL (1933)

Como fazer alguém desaparecer? Os efeitos por de trás do clássico do terror de James Whale tem de tudo um pouco e o que impressiona é que tudo foi feito em 1933.

KING KONG (1933)

O responsável pela mágica de King Kong foi o lendário animador de stop-motion Willis O’Brien. Uma mistura de espuma, borracha, alumínio e látex, foram os ingredientes para um espetáculo que até hoje fascina os fãs de cinema.

O MÁGICO DE OZ (1939)

O designer A. Arnold Gillespie foi o responsável pelo convincente tornado. Para a cena, foi utilizado uma meia de 35 metros de musselina, uma mangueira de ar comprimido e um pó especial chamado de terra de fuller.

O LADRÃO DE BAGDÁ (1940)

Vencedor de um dos primeiros Oscar de efeitos especiais. Tapetes voadores, um Gênio gigantesco e muito humor.

MARUJOS DO AMOR (1945)

O primeiro filme aonde um ator e animação dividem a tela. Gene Kelly foi escalado para o musical aonde dança com Tom & Jerry. Inicialmente Mickey foi a escolha, mas problemas com a Disney impediram o uso do personagem.

BWANA, O DEMÔNIO (1952)

Provavelmente seria esquecido, mas foi o primeiro filme a utilizar a tecnologia 3D, mas por ser uma tecnologia nova, não conseguiu utilizar da maneira correta. Primeiros passos são sempre complicados.

THEM! (1954)

Uma das relíquias do cinema e um reflexo da histeria nuclear dos anos 50. Truques de fotografia foram utilizados para o tamanho gigantesco dos insetos.

GODZILLA (1954)

A ideia de Eiji Tsuburaya de colocar um ator vestido com uma roupa de borracha e destruindo prédios feitos de papelão, redefiniu o cinema e ficou conhecido como suitmation. A técnica ainda é usada nos filmes atuais.

O PLANETA PROIBIDO (1956)

A produção virou referência para efeitos visuais para os filmes sci-fi dos anos 50. Miniaturas, pinturas, truque como vaporizar um tigre tornaram o filme fantástico.

OS DEZ MANDAMENTOS (1956)

As técnicas utilizadas por Cecil B. DeMille para dividir o mar Vermelho foram um dos grandes segredos da época. Depois os fãs aprenderam que o resultando foi alcançado técnicas de inversão de imagens e tanques de água gigantescos.

VERTIGO (1958)

Qual a melhor maneira de expressar o deslocamento do personagem e ao mesmo tempo fazer com que os espectadores sintam o mesmo? Hitchocok chegou a uma conclusão engenhosa: puxar a câmera para trás no momento do zoom.

JASÃO E OS ARGONAUTAS (1963)

Ray Harryhause foi o mestre na arte do stop-motion, graças ao seu trabalho os artistas dos efeitos especiais começaram a ser reconhecidos. A cena com os esqueletos demorou quatro meses para ficar pronta.

OS PÁSSAROS (1963)

Hitchcock precisava de uma frota aviária e Ub Iwerks foi o responsável. Para a cena utilizou um processo que misturava vapor de sódio para misturar os atores com as imagens.

O PLANETA DOS MACACOS (1968)

John Chambers adaptou uma técnica utilizada para substituir olhos e orelhas de veteranos da 2ª Guerra para o visual dos Macacos. A técnica permitia a percepção das emoções. Ganhou um Oscar especial para maquiagem.

2001 UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO (1968)

Um passeio através de luzes pulsantes no hiperespaço. Douglas Trumbul utilizou uma série de técnicas para alcançar essa sequência impressionante. Desde tintas jogadas em água preta, imagens dentro de tambores rotativos, além de outras inovações.

O EXORCISTA (1973)

A cena do vomito, da escada e do 360° impressionam, mas o que passa despercebido é o Padre Merrin. Na época Max von Sydow, com 44 anos, usava uma maquiagem feita por Dick Smith e Rick Baker, que fez todo mundo acreditar que realmente era muito velho.

TUBARÃO (1975)

O primeiro tubarão construído afundou como uma pedra, o segundo não abria a boca e o terceiro quebrava tanto que quase provocou o cancelamento da produção. Criado pelo designer Joe Alves e o supervisor de efeitos especiais Bob Mattey.

GUERRA NAS ESTRELAS (1977)

A fantasia de George Lucas foi um divisor de águas para os efeitos e a forma de se fazer cinema. Misturando técnicas de stop-motion e efeitos visuais o filme conseguiu um resultando impactante.

CONTATOS IMEDIATOS DE TERCEIRO GRAU (1977)

Por duas horas Steven Spielberg provoca o espectador com vislumbres do disco voador e quando finalmente é revelado, nos deparamos com uma gigantesca é incrível nave espacial.

ZOMBIE – O DESPERTAR DOS MORTOS (1978)

O clássico de George A. Romero. O filme onde Tom Savini ficou conhecido como um especialista na arte de produzir zumbis. Pra quem se diz fã de horror, esse filme merece uma atenção.

SUPERMAN O FILME (1978)

O diretor Richard Donner utilizou praticamente todos os truques no filme: Matte Shots, lentes personalizadas, e claro, cabos. A maioria das cenas foram gravadas pelo próprio Christopher Reeve, e em 78 o homem finalmente conseguia voar.

ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO (1979)

O fato de ele estar grávido de uma criatura alienígena chocou toda a platéia. Desenvolvido pelo artista suíço HR Gingero, o ator foi parcialmente escondido e o seu tronco substituído por uma prótese sobre um tubo pressurizado.

MUPPETS – O FILME (1979)

A cena em que Caco anda de bicicleta ainda continua sendo a mais impressionante do filme. Como eles conseguiram? Um mistério que durou um bom tempo.

UM LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES (1981)

Responsável por criar a categoria de Melhor Maquiagem no Oscar. A melhor transformação, nenhum CGI conseguiu substituir a agonia desenvolvida por Rick Baker. Não podemos esquecer o realismo do morto-vivo falante.

SCANNERS – SUA MENTE PODE DESTRUIR (1981)

O filme definiu como uma cabeça deveria explodir. David Cronenberg conseguiu criar um sci-fi com elementos de horror, poderia ser apenas uma simples explosão, mas o diretor conseguiu um resultado realista.

OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA (1981)

Quando a intenção e deixar os deuses nervosos é sempre bom ter os gênios da Industrial Light & Magic. A cena onde o rosto do nazista derrete foi feita com moldes feitos de gelatina e uma lâmpada super aquecida.

TRON UMA ODISSÉIA ELETRÔNICA (1982)

Muito mais do que motos, um marco para animação, foi a partir deste filme que a Disney percebeu que a computação era o futuro das produções.

O ENIGMA DE OUTRO MUNDO (1982)

Durante décadas, a regra de filmes de horror sempre foi para manter a criatura nas sombras. O diretor John Carpenter e o artista Rob Bottin acabram com isso e criaram uma das criaturas mais assustadoras do cinema.

BLADE RUNNER – O CAÇADOR DE ANDRÓIDES (1982)

Douglas Trumbull ( trabalhou com Kubrick em 2011) desenvolveu uma névoa fina para criar uma atmosfera realista e envolver uma versão miniaturizada de uma Los Angels decadente. Considerado como o momento de amadurecimento dos efeitos especiais e Ridley Scott aclamado como um visionário.

E.T. O EXTRATERRESTRE (1982)

Uma das figuras mais queridas da cultura pop. Criação do mestre dos efeitos Carlos Rambaldi. O extraterrestre com pescoço alongado e dedos brilhantes foram ótimos detalhes, mas o que emociona são as expressões faciais.

POLTERGEIST – O FENÔMENO (1982)

A cena do palhaço ainda é vista como a mais assustadora, mas a cenas do aparelho dental e os dez minutos finais são inesquecíveis.

ZELIG (1983)

Trabalhando com o diretor de fotografia Gordon Willis, Woody Allen mesclou imagem de filmes antigos e conseguiu passar a impressão de que o seu personagem estava interagindo com figuras como Al Capone.

O ENIGMA DA PIRÂMIDE (1985)

Essa produção foi um marco, foi o primeiro filme a ter um personagem inteiramente em CGI. Um curiosidade, a cena foi desenvolvida por John Lasseter.

A MOSCA (1986)

Chris Walas ganhou um Oscar pela maquiagem. Ainda hoje é angustiante e assustador assistir Jeff Goldblum se transformar na criatura grotesca.

GÊMEOS – MÓRBIDA SEMELHANÇA (1988)

Filmes sobre gêmeos sempre será um desafio. O diretor David Cronenberg aperfeiçoou a técnica em uma era pré-CGI, mas o mais importante foi ter um ator paciente. Pelo filme Jeremy Irons ganhou um Oscar de Melhor ator.

O SEGREDO DO ABISMO (1989)

James Cameron descobriu que os engenheiros da Industrial Light & Magic estavam trabalhando em um novo software. O resultado foi um fluxo de água em forma de serpente e com uma expressão humana. Durou apenas 75 segundos, mas foi o suficiente para dar início a era CGI em Hollywood.

O EXTERMINADOR DO FUTURO 2: O JULGAMENTO FINAL (1991)

A partir desse ponto os efeitos especiais evoluem. A maquiagem de Schwarzenegger impressiona, mas o vilão T-1000 consegue roubar a cena. Robert Patrick teve seu rosto e corpo mapeado digitalmente.

ERA UMA VEZ NA CHINA (1991)

A técnica era utilizada nas produções chinesas desde 1960, mas foi esse filme que transformou as acrobacias de Jet Li em uma arte. O coreógrafo foi Yuen Woo-Ping, o responsável pelas cenas deslumbrantes de O Tigre e o Dragão.

JURASSIC PARK – O PARQUE DOS DINOSSAUROS (1993)

Antes de Spiellberg, os dinossauros favoritos do público eram as relíquias criadas por Stop-motion. Graças à combinação de CGI e os monstros mecânicos de Stan Winston, foi possível trazer de volta a vida essas criaturas impressionantes.

FORREST GUMP, O CONTADOR DE HISTÓRIAS (1994)

Parece só um bobão correndo não é? Errado. As cenas aonde Tom Hanks cumprimenta grandes figuras histórica utilizou fundo azul e rotoscopia.

BABE O PORQUINHO ATRAPALHADO (1995)

Antes desse filme os animais não falavam, apenas mastigavam. A integração de animais reais, animatronic e computação foram as técnicas utilizadas para o resultado incrível.

O RESGATE DO SOLDADO RYAN (1998)

Um dos filmes mais realistas de Steven Spielberg. Balas digitais atravessam os soldados e toda uma frota foi criada digitalmente para a cena na praia de Omaha.

MATRIX (1999)

Carrie-Anne Moss pairando no ar enquanto a câmera gira em 360°, parecia incrível, mas era apenas o início. O efeito bullet-time, uma combinação de fotografia e computação, congelou os atores e tornou as balas visíveis ao olho humano. Ponto para os irmãos Wachowski.

O SENHOR DOS ANÉIS: AS DUAS TORRES (2002)

Toda a trilogia foi importante para o aprimoramento dos efeitos especiais, mas Gollum conseguiu algo que até o momento faltava nos CGI. A captura de movimento deu vida e sentimentos à criatura e transformou Andy Serkis um especialista.

O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON (2008)

Como rejuvenescer e envelhecer Brad Pitt? Esse foi o desafio encontrado pelo diretor David Fincher. Tecnologias foram desenvolvidas e o cinema deu um passo importante contra o efeito do tempo.

AVATAR (2009)

Nenhum filme jamais tinha utilizado imagens tão impressionantes para criar uma completa imersão, provando que o cinema 3D pode ser admirando como uma forma de expressão artística.

(Fonte: IMDB)

Hugo Lamego

Publicitário - Especialista em Comunicação Empresarial | Apaixonado pelos clássicos!

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