Séries que conseguiram reviver, com sucesso, clássicos do cinema


Introdução…

Não sou um crítico ferrenho a remakes ou reboots, acho que em alguns momentos funcionam, mas também muito do que foi feito pode ser considerada uma completa perda de tempo e uma falta de respeito com materiais que definiram a cultura pop.

A boa notícia é que existe salvação. Exemplos que compreenderam que o melhor caminho é preservar o material original e de alguma forma contribuir com a trama. Sendo um prólogo contemporâneo, uma sequência que respeita a passagem do tempo, e até mesmo um reboot inteligente.

O objetivo do post e separar algumas séries que optaram por este caminho, exemplos de criatividade. Também uma chance de expandir universos que foram iniciados no cinema. Fiquem tranquilos, não vou revelar spoilers, a intenção é apenas analisar a transição do cinema para televisão.

Hannibal e a complicada missão de injetar novidade…

O assassino canibal Hannibal Lecter fez a sua estreia no cinema em 1986 interpretado por Brian Cox, mas a fama chegou em 1991 com o premiado O Silêncio dos Inocentes. O longa levou cinco Oscar: Melhor Filme, Diretor, Roteiro, Ator e Atriz. Elevando ainda mais as carreiras de Jodie Foster e Anthony Hopkins.

Deve ser assistido? Hannibal pode ser considerado como um remake, reboot e um resumo de todos os filmes da franquia, classificar como melhor ou pior seria um equívoco. Existe um cuidado muito grande com os diálogos, e o mais importante, a série possui uma identidade bem definida e muito sangue.

Mads Mikkelsen fez basicamente o impossível, conseguiu injetar novidade e um personagem tão explorado no cinema. Além de um elenco impecável formado por nomes como Hugh Dancy, Caroline Dhavernas, Laurence Fishburne e Gillian Anderson.

Resumindo. Apesar de uma primeira temporada impecável, as duas últimas perdem um pouco o fôlego e alguns episódios foram desnecessários, mas no final tudo se encaixa. Uma chance de rever todos os personagens da franquia. Assista!

Bates Motel e a procura por um novo Noman Bates…

Todo mundo conhece Psicose (1960) de Alfred Hitchcock e já tivemos alguns exemplos de remakes que não funcionaram, mas o resultado da série Bates Motel (que chega a sua 5ª é ultima temporada em 2017), mostrou como é possível desenvolver um material que permaneça conectado com o original.

Deve ser assistido? Uma aposta arriscada, ainda mais quando a ideia é cutucar um clássico imortalizada por Anthony PerkinsJanet Leigh. A série transporta os personagens para os dias atuais. Parece loucura, mas funciona. Um prólogo contemporâneo com todos os elementos do clássico de 1960.

Conseguir um jovem Norman Bates parecia impossível, mas Freddie Highmore encontrou um equilíbrio assustador. Agora imagina o desafio de Vera Farmiga em apresentar uma Norma Bates com uma personalidade forte e ainda dosar, sem exageros, uma quase relação de incesto.

Resumindo. Como em qualquer seriado, existem algumas temporadas melhores do que outras, mas no geral funciona muito bem. Particularmente gostei da quarta temporada, em especial o último episódio, mas a quinta finaliza o show da melhor maneira possível. Assista!

Ash vs Evil Dead e o retorno de Bruce Campbell

A perfeição as vezes supera as nossas expectativas, e em 2015 o diretor Sam Raimi surgiu com a ideia de uma série baseada na trilogia Uma Noite Alucinante, como título de Ash vs Evil Dead. Uma surpresa, agora imagina se o conteúdo fosse uma sequência e ainda estrelada pelo próprio Bruce Campbell?

Deve ser assistido? Raimi conseguiu recuperar a atmosfera trash e atualizar de uma forma que surpreendeu até os fãs mais descrentes. Basicamente a formula foi utilizar de maneira inteligente o CGI, mas mantendo os clássicos efeitos práticos. A série tenta respeitar os eventos da trilogia, claro que parte três (1992) apresenta um final que não faria sentido, mas funciona.

Deixando de lado esse detalhe, nada melhor que assistir Ash retornar com o seu sarcasmo e falta de bom senso, e claro, sua motosserra. A sensação é que Bruce Campbell tirou férias, apenas para retornar em toda a sua glória para o seriado.

Resumindo. Quem é fã da trilogia original o show é quase uma obrigação. Aqueles que não conhecem um convite para embarcar em um material de qualidade. Poucos efeitos digitais e sem dúvida isso acaba se tornando um dos pontos fortes, além da capacidade de Sam Raimi de expandir o universo de terror. Assista!

O Exorcista e uma tarefa quase impossível…

Talvez uma das apostas mais arriscadas, o diretor William Friedkin conseguiu chocar o mundo, e até hoje O Exorcista (1973) continua firme como um exemplo de um roteiro assustador aliado a uma direção e efeitos utilizados de maneira  eficiente, e claro, a inesquecível Linda Blair como a atormentada Regan.

Deve ser assistido? O seriado chega com uma proposta ousada, apesar de primeira temporada mediana, existe a possibilidade de emplacar se forem propostas mudanças drásticas na trama. Ainda é difícil definir o futuro da série.

Resumindo. Apesar de cutucar o original, não tem a força das outras séries analisadas. Apesar de um início muito bom, a trama segue para um caminho que descaracteriza a identidade da franquia e isso pode causar um desconforto e um julgamento precipitado. Assista!

Westworld uma surpresa e a promessa de um novo sucesso…

Esse é um exemplo de um reboot funcional. Manteve todos os elementos e conseguiu modernizar a trama com pitadas de criatividade que consegue resgatar a beleza do original, mas também funciona como uma homenagem.

Deve ser assistido? Simplesmente impecável em todos os sentidos. O cuidado com os detalhes e principalmente com o roteiro, cheio de reflexões, destaque para os diálogos entre Anthony HopkinsJeffrey Wright. Não existe uma conexão direta com os filmes, mas existem pistas espalhadas ao longo dos episódios.

Outro destaque são os atores envolvidos, além dos citados, nomes como Ed Harris e seu personagem misterioso, Evan Rachel Wood que a cada episódio surpreende, James Marsden, Thandie Newton e Rodrigo Santoro, que apesar de uma pequena participação, conseguiu desenvolver um personagem marcante. O show é uma colcha de retalhos e cada personagem funciona para a construção de um cenário.

Resumindo. Um exemplo de roteiro que brinca com os mais atentos. Cada episódio apresenta uma informação nova e relevante, se conseguir manter a qualidade, pode ser o início de um novo sucesso. Assista!

Resumindo…

Ficou comprovado com exemplos desastrosos que o cinema não consegue trabalhar de uma forma muito produtiva remakes e reboots, claro que não é uma regra, mas ultimamente não tem funcionado. O legal é que esses deslizes foram os responsáveis para a televisão ressuscitar clássicos, claro que existem erros, mas até agora o saldo continua positivo.

Ainda não conhecia as séries e ficou curioso? Aconselho assistir os filmes, principalmente no caso de Ash vs Evil Dead, mas no geral funciona como um material extra.

(Fontes: IMDB)

Se você gostou desse artigo e gostaria de muito mais, compartilhe (clique em alguns dos links ao lado). Ou…

Deixe um comentário logo abaixo sobre o que mais gostou no artigo, alguma dica ou até mesmo uma crítica. Sempre e legal uma interação.

Leia mais sobre a Categoria Especiais.


One thought on “Séries que conseguiram reviver, com sucesso, clássicos do cinema

  1. recentemente assisti ” frequency” baseada no filme alta frequencia (titulo em portugues) .. achei ate legalzinha

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *