Um breve questionamento sobre o sucesso de Star Wars: O Despertar da Força


Introdução…

Ultimamente venho questionando a qualidade de muitas produções, talvez uma consequência da idade ou apenas a realidade. Ainda não consegui chegar a uma conclusão.

Antes de assistir a um filme, em consequência do site, acompanho todo processo de divulgação, mas também gosto de acompanhar revistas especializadas e principalmente os comentários de pessoas como eu é você. O problema é que o senso crítico foi deixado de lado ou talvez seja medo de algum tipo de retaliação.

Na verdade a resposta é muita mais complicada. Se impor perante uma maioria em êxtase é quase suicídio, mas se impor não necessariamente significa ser grosseiro. Apenas levantar um questionamento e nada mais. Claro que algumas pessoas interpretam como agressão, mas é exatamente o contrário.

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O retorno aos cinemas…

O ano de 2015 marca o retorno de Star Wars aos cinemas, uma das franquias mais poderosas do planeta e para o desespero de alguns, George Lucas não está no comando, mas isso não necessariamente é um ponto negativo. Quem assume é o talentoso J.J. Abrams e o roteirista  Lawrence Kasdan continua na equipe, talvez para manter a energia da trilogia original.

Muitas especulações sobre o roteiro de Star Wars: O Despertar da Força e como seria possível conectar todos os filmes. Seria um remake? Um reboot? Não. A resposta é aquela esperada durante anos. Uma sequência!

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Para o delírio de uma legião de fãs, foram confirmados os atores Harrison Ford, Mark Hamill e Carrie Fisher. Um acontecimento, até mesmo quem nunca gostou da franquia bateu uma pontinha de curiosidade. Depois de 33 anos ter Han Solo, Luke Skywalker e Princesa Leia de volta e algo quase que inconcebível.

O lançamento aconteceu e como esperado o filme bateu recordes. Conseguiu ultrapassar Jurassic World com a maior bilheteria de estreia e em bilheteria mundial se aproxima rapidamente do segundo e primeiro lugar, respectivamente assegurados pelos campeões Avatar (US$2,788.0) e Titanic (US$2,186.8).

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Questionamento…

Antes de assistir ao filme lembrei das palavras de George Lucas em uma entrevista para o The Hollywood Reporter: “Quiseram fazer um filme retrô. Eu não gosto disso. Em cada filme, trabalhei muito duro para torná-los diferentes”. Será que ele estava certo ou era apenas dor de cotovelo?

Fiquei ainda mais curioso. Inicialmente questionei a minha avaliação, mas ao mesmo tempo, me esforcei para me desvencilhar de um grupo em êxtase. A verdade é que mesmo sendo publicitário, acabei me tornando mais um vítima de uma elaborada campanha de divulgação, que explorou até o último segundo o primeiro escalão da trilogia original. Significa que a Disney não teve coragem de inovar e George Lucas estava certo.

Como esperado, não demorou para o diretor se desculpar pelos comentários. Acho que a Disney lembrou sobre um acordo que envolveu o valor de US$ 4 bilhões pela compra dos direitos de Star Wars.

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Não seja equivocado na sua análise, não odiei o filme, na verdade me emocionei com tantos personagens queridos em cena, o problema é que toda a trama e apoiada no passado. Basicamente foram pegos todos os elementos da trilogia original e mixados em uma sequência. Até mesmo o vilão foi uma tentativa de ressuscitar a imagem de Darth Vader. Entendo que a ideia era uma homenagem, mas existem diversas formas de fazer isso.

Será que é muito complicado criar algo novo? Um bom exemplo é o jogo Star Wars The Force Unleashed. Isso é criatividade, não apenas replicar e sim utilizar todos elementos para um resultado mais inovador. Claro que agora, os envolvidos estão falando que as sequência vão seguir um caminho diferente e explorar outros personagens.

Conclusão…

O que George Lucas fez em 1977 com Guerra nas Estrelas e algo único e provavelmente ainda vai demorar décadas para que um diretor corajoso consiga repetir ou até mesmo se aproximar do feito.

É inquestionável a beleza de Star Wars: O Despertar da Força. São cenas muito bem produzidas. O filme é grandioso, um acontecimento, mas a trama tropeça na falta de coragem. Um problema recorrente em Hollywood. Por que você acha que vivemos em um momento de tantos remakes e reboots?

Como fã e um apaixonado por cinema, espero que exista um pouco mais de coragem e respeito a esse mundo mágico criado por George Lucas. As opções são infinitas e os fãs estão desesperados por novidades. Seria muito bom a Disney escutar uns conselhos de Lucas.

(Fonte: IMDB, G1, Box Office Mojo)

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4 thoughts on “Um breve questionamento sobre o sucesso de Star Wars: O Despertar da Força

  1. Conheci o site hoje e estou gostando muito e sobre Star Wars Despertar da Força senti a mesma coisa é um bom filme, mas peca por não inovar

  2. Cara, concordo 100% com sua análise. Episódio VII é ótimo filme, mas é o menos bom de todos os 8 (I a VI e o Rogue One). Sua observação sobre o vilão (cujo nome, aliás, é muito parecido com o da heroína, onde se vê que faltou criatividade até para escolher nomes dos personagens) é totalmente pertinente, Vader nunca usou máscara por opção.
    Um outro ponto que eu chamo a atenção: a nova estrela da morte foi construída baseada num planeta. Logo, se a crueldade do império em manejar as anteriores consistia em destruir planetas… Dessa vez o “lado luminoso” foi que precisou destruir um planeta para eliminar a arma da primeira ordem. Mais ou menos como os bombardeios estratégicos usados nas guerras da vida real: o objetivo até pode ser bom, mas o meio para se chegar à vitória é horrível.
    Outras coisas que concordo contigo: sem dúvida, ver Luke, Léia e Han interpretados pelos mesmos atores tantos anos depois foi um forte estímulo à decisão de ir ao cinema assistir ao Ep. VII.
    Quanto à ausência do George Lucas, mencionada no artigo… Acho bem provável que ele teria feito coisa melhor.

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