O limite dos efeitos especiais e visuais nos cinemas


Introdução…

Sabe a diferença entre efeitos especiais e visuais? Vou explicar. É muito comum usar o termo efeitos especiais para definir as duas categorias, mas existe uma diferença. Efeitos especiais utilizam elementos físicos  e visuais as imagens são manipuladas digitalmente.

No site mostramos o impacto do CGI (Computer Generated Image) na coluna Antes e depois dos efeitos visuais, uma prova que não existe um gênero específico para a utilização. Pode ser em uma cena grandiosa ou até mesmo a mais simples. Provavelmente você e ninguém percebe.

Ótimos exemplos…

Um exemplo bem legal aonde essa fusão acontece é no seriado The Walking Dead, claro que existe em muitos outros, mas esse merece admiração. No primeiro episódio, de cara lembrei do Jack, personagem de Griffin Dunne no filme Um Lobisomem Americano em Londres. A forma como a produção ressuscitou toda essa arte merece aplausos.

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Um outro exemplo é o seriado Ash vs Evil Dead. Se ainda não começou assistir, não tem ideia o que está perdendo. Esse sim gosta de colocar a mão na massa. Claro que existe uma evolução na técnica, mas o elemento primordial continua intacto.

O limite…

É inegável a necessidade dos recursos digitais, mas o charme da maquiagem protética é quase que impossível de ser superado (minha opinião). As vezes o roteiro não pode ser tudo isso, mas os efeitos especiais conquistm o coração dos fãs. Talvez pela complexidade de todo processo.

O meu questionamento é quando a ferramenta acaba se transformando em protagonista. Claro que o resultado de um Hulk digital é muito melhor do que maquiagem. Falamos sobre toda essa evolução no artigo o A evolução do Incrível Hulk. E sim, prefiro a versão CGI. Mas esse é um dos bons exemplos.

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Tem um processo que chamo de Deslumbramento Digital, basicamente quando a produção perde o contato com a importância do roteiro e seus atores, ficando apenas focado nas opções ilimitadas dos efeitos visuais.

Sou o primeiro a defender Blockbusters, a função é entreter. Adoro! Geralmente um exagero visual, mas a objetivo é esse mesmo. O problema é quando esse exagero acaba se tornando algo maçante.

Extrapolando os limites…

O lançamento de Transformers em 2007 foi recebido de braços abertos. Perfeito, apesar de alguns exageros de Michael Bay, o filme cumpriu a promessa de dar vida a alguns dos personagens mais queridos da cultura pop. Foi uma daquelas expectativas que quase leva um fã a infartar, mas o resultado surpreendeu.

Um roteiro divertido, a interação com os atores é muito dinâmica. Fica claro que os robôs são os protagonistas, mas em nenhum momento o CGI tem a pretensão de dominar a produção. Simplesmente aconteceu um movimento natural.

Agora vamos saltar  para 2014 com Transformers: A Era da Extinção. O que aconteceu? Cansativo, uma overdose desnecessária de CGI e um roteiro amador. Novamente, adoro efeitos visuais, os Dinobots ficaram incríveis, mas mesmo assim o resultado não foi um dos melhores.

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Transformers: A Era da Extinção faturou $245,439,076 nos EUA. O pior resultado de toda franquia.

Você pode questionar que mundialmente o faturamento ultrapassou a casa dos bilhões, mas não necessariamente isso significa qualidade.

O filme é cansativo, mas o CGI é impecável. Tentar tampar o buraco deixando por Shia LaBeouf com uma overdose de CGI não foi muito eficiente. Um exemplo que atores sempre, mas sempre serão mais importantes que bonecos digitais. Ou pelo menos precisam desse link humano.

Os bilhões…

A lógica empresarial em produções dessa grandeza sempre prevalece. Estamos falando de investimentos que chegam a casa dos bilhões. Se  o público vem engolindo a formula, por que mudar? O questionamento deve partir de cada um, ou você acha que os estúdios estão preocupados com qualidade?

Fato que o resultado dos filmes varia de um país para o outro, O Exterminador do Futuro: Gênesis é um exemplo dessa variação. Até o momento considerava a terceira parte a pior, mas sempre podemos ser surpreendidos.

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O Exterminador do Futuro: Gênesis (2015) faturou apenas $89,760,956 nos EUA, o que salvou a produção do fracasso foi a China.

Um outro exemplo de exagero digital e um roteiro fraco. Não existe nada de novo, apenas cenas reaproveitadas e uma atenção exagerada para o CGI. Uma sequência com cara de remake. Se você me perguntar se não gostei, a minha resposta vai variar entre divertido e uma completa perda de tempo.

Conclusão…

Tenho o hábito de comentar filmes em fóruns e o que percebo é um movimento em manada. Ninguém quer ser o primeiro a criticar. Na verdade os comentários não possuem um meio termo. Costumo dizer que até o pior dos filmes possui alguma coisa boa.

Lembra de Van Helsing: O Caçador de Monstros (2004) com Hugh Jackman? Um dos piores filmes que já assisti, mas com uma das melhores transformações de um Lobisomem. Como qualquer ferramenta, a prática leva a perfeição e apesar de exemplos questionáveis, estamos aprendendo a dominar a tecnologia.

Existem bons exemplos como Planeta dos Macacos: A OrigemPlaneta dos Macacos: O Confronto. Simplesmente impecáveis. Basicamente a sinergia entre o talento humano e a tecnologia. Agora imagina um Transformers e um Exterminador com toda essa preocupação com a trama. Seria bem melhor não é?

(Fonte: IMDB, Box Office Mojo)


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2 thoughts on “O limite dos efeitos especiais e visuais nos cinemas

  1. Com certeza eu sou umas das poucas pessoas que gostam do filme Van Helsing: O Caçador de Monstros, acho muito divertido mesmo.

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