A evolução do Incrível Hulk…


“Hulk Smash!” A melhor maneira de começar esse post ou talvez “Não me deixe nervoso”. Um dos grandes heróis dos quadrinhos e mais uma das criações do mestre Stan Lee, mas vamos focar nas versões live-action do Gigante Esmeralda. Isso que dizer que as animações e os quadrinhos ficam para uma próxima ocasião.

Apesar de ótimos exemplares nos últimos anos, fica impossível começar a falar sobre Hulk sem dar um destaque para o clássico dos anos 70. Estamos falando de 1978, isso significa sem CGI, e neste momento a escolha mais lógica seria um ator fisicamente parecido.

Quem seria? Lou Ferrigno, que nos anos 70 ficou mais conhecido como o cara que quase venceu Arnold Schwarzenegger no Mr. Olympia, mas fora isso venceu muita coisa.

Apesar do CGI ser um sonho ainda um pouco distante, a série era considerada um das melhores da época justamente pela qualidade dos efeitos. Também foi o primeiro acerto da Marvel, depois dos fiascos do Homem-Aranha e Capitão América.

A série O Incrível Hulk foi exibida entre 1978 e 1982, um total de 80 episódios com uma hora de duração. Na trama Bruce Baner era interpretado por Bill Bixby e o seu alter ego por Lou Ferrigno.

O legal do seriado era que em cada episódio Baner aparecia em outra cidade e arrumava empregos com uma facilidade impressionante. Apesar de ajudar, no final dos episódios o herói era obrigado a fugir por todos os problemas que a transformação causava. Quem não se lembra do solo de piano de John Harnell chamado de The Lonely Man Theme.

Wilfred Bailey Bixby (Bruce Baner) ficou mais conhecido no Brasil pelo seriado O Incrível Hulk, mas Bixby foi responsável pela direção do seriado Blossom que fez muito sucesso no SBT. O ator, produtor, diretor e apresentador, faleceu no dia 21 de novembro de 1993 em consequências de um câncer aos 59 anos.

Lou Ferrigno hoje com 60 anos continua bem ativo e por incrível que pareça, continua ligado ao personagem. Foi dublador na série animada O Incrível Hulk de 1996, dublou novamente em 2003 na versão de Ang Lee e 2008 na versão de Louis Leterrier. Além da também interpretar um segurança nos dois últimos filmes. Provavelmente vai fazer uma ponta em Os Vingadores (continua dublando o personagem). Será que novamente um segurança?

Além do seriado, foram produzidos três filmes: A Volta do Incrível Hulk (1988), O Julgamento do Incrível Hulk (1989) e A Morte do Incrível Hulk (1990). Todo material é incrível, desde o seriado até os filmes a qualidade do roteiro e direção merece muita atenção. Além das participações do Demolidor e Thor.

A Volta do Incrível Hulk (1988)

Na trama dois anos depois de sua última transformação, David Banner desenvolve um aparelho que possa curá-lo de sua sina e salvá-lo do monstro verde. No entanto, Banner se vê em complicações com a chegada de um ex-colega responsável por despertar o guerreiro Thor. O longa teve direção de Nicholas Corea e roteiro de Stan Lee e Corea.

O Julgamento do Incrível Hulk (1989)

Na trama ao tentar impedir um assalto no metrô, David Banner é preso e indiciado por assalto e seu advogado acaba sendo Matt Murdock. Mas quando o Hulk escapa da cadeia, Murdock revela seu próprio segredo a Banner. Estes dois homens poderão unir esforços para derrotar um sindicato internacional do crime. Direção de Bill Bixby e roteiro de Gerald Di Pego.

A Morte do Incrível Hulk (1990)

Na trama desesperado para se livrar desse alter ego monstruoso de uma vez por todas, Banner penetra em um laboratório de pesquisas governamentais dirigido pelo Dr. Ronald Pratt (Philip Sterling), com a esperança de encontrar uma solução para seu problema. Direção de Bill Bixby e roteiro de Gerald Di Pego.


Treze anos após a última aventura do Incrível Hulk para as telonas, a ansiedade estava um pouco acumulada, a ponto de um ataque de fúria. Tudo parecia perfeito. Direção de Ang Lee, responsável pelo sucesso O Tigre e o Dragão, até o momento ninguém conseguia imaginar um diretor mais capaz.

O elenco era estrelado com Eric Bana, Jennifer Connelly, Nick Nolte e muitos outros nomes populares em Hollywood. A falta de um roteiro consistente foi substituída por um CGI de ponta. Toda essa qualidade, não foi o suficiente para agradar aos fãs e até mesmo para quem nunca leu um quadrinho do herói.

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Apesar de todos os problemas a produção merece um pouco de respeito, Ang Lee tentou buscar um caminho diferente e acabou tropeçando na própria genialidade. A ideia de exibir o filme como uma hq em movimento não foi uma das suas melhores decisões.

Na verdade esse foi o menor dos problemas, o que detonou por completo qualquer chance de um possível sucesso foi a péssima escolha do vilão, apesar de ser interpretado por Nick Nolte. Todo mundo esperava por uma pancadaria. Quem não ficou imaginando como seria a versão CGI quebrando tudo?

Muitos pontos negativos, mas também positivos. A luta contra os cachorros mutantes, a perseguição no deserto, a transformação e muitos outros momentos transformam Hulk em um filme que deve ser assistido.

Quem ficou interessado, um grande atrativo são os extras do DVD, com muitas informações sobre o processo de criação do personagem. Bem legal. Dê uma olhada no trailer do filme.

Na trama o cientista Bruce Banner é um brilhante pesquisador envolvido com tecnologia genética, mas quando um simples descuido leva a uma situação explosiva no laboratório, Bruce se expõe a uma dose fatal de raios gama que vai mudar sua vida por completo.


Considero O Incrível Hulk uma das melhores adaptações de uma HQ para as telonas. Coloco em uma lista com nomes como Batman e Homem-Aranha. Ed Norton foi perfeito e foi uma pena não ser ele em Os Vingadores.

Por ser fã posso estar perdendo o foco na comparação, mas existe alguém que discorda? Louis Leterrier funciona muito bem para filmes de ação, mas é claro que a interferência de Edward Norton foi uma das razões para a qualidade do roteiro.

Novamente a produção apostou em um elenco estrelado, com nomes como William Hurt, Liv Tyler e Tim Roth. Mas desta vez as escolhas foram bem feitas.

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Um elemento que merece destaque foi a escolha do Rio de Janeiro como locação. Quem poderia imaginar Hulk na Rocinha? Parecia algo fora da realidade. Apesar dos deslizes que as produções americanas sempre costumam dar no idioma, o visual ficou ótimo.

O Incrível Hulk de 2008 merece respeito por vários motivos. O primeiro é pelas referências ao clássico da década de 70, a escolha do vilão e pelo visual nervoso do herói. Nada de bolinhas de CGI, uma criatura suja e totalmente fora de controle. Esse é o Hulk que conhecemos.

Finalmente acertaram na escolha do vilão, uma criatura que poderia lutar de igual para igual. Destaque para a ótima interpretação de Tim Routh que deu vida ao militar Emil Blonsky. O perigoso Abominável é uma versão consciente e doentia do Hulk, mas deu aos fãs o que eles exatamente queriam: muita pancadaria. Destaque para a luta final.

Apesar do escorregão de Ang Lee, a versão de Louis Leterrier respeitou os eventos e deu continuidade de uma maneira suave e fez com que a platéia aceitasse muito bem a sequência. Infelizmente problemas com a negociação do contrato de Edward Norton impossibilitaram uma sequência. Dê uma olhada no trailer .

A trama gira em torno, novamente, da luta de Bruce Banner para se livrar do Hulk, mas desta vez, ele terá um problema a mais. O poderoso Abominável, que declarou guerra contra o Hulk.

(Fonte: IMDB)

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4 thoughts on “A evolução do Incrível Hulk…

  1. Era muito mais legal o Hulk sendo um cara Real, do que esta porcaria feita no computador! Parece mais um boneco de borracha o virtual!
    Deveriam usar um cara de verdade pintado de verde e apenas aumentar seu tamanho nas telas, como foi feito com o Gandalf em Senhor dos Anéis. Daria muito mais realidade!

  2. E ai Elaine. Tudo bom?

    De acordo com o roteirista Kenneth Johnson, ele não queria a série fosse interpretada como uma cópia da HQ. Apenas uma forma de diferenciar. Na verdade, na série o nome era David Bruce Banner, apenas uma variação do nome completo do herói. resumindo, David Banner no seriado e Bruce Banner na HQ e nas atuais produções.

    Abraço Elaine.

    (Fonte: IMDB)

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