Para inglês ver!
A nova aventura do espião Johnny English aposta num humor
mais refinado – coisa que que pode afunilar o público
O sucesso modesto do primeiro Johnny English parece ter sido suficiente para trazer Rowan Atkinson de volta às telonas na pele do agente atrapalhado da rainha.
Mesmo assim, O Retorno de Johnny English (Johnny English Reborn, 2011), que estreia nesta sexta-feira em todo o país, parece tentar reparar os possíveis erros do original. Para isso, elimina boa parte do humor pastelão e dá espaço para o requinte britânico – que talvez funcione apenas para os ingleses.
Não que esta sequência vá desapontar os fãs do ator. Mas uma grande parcela do público deve estranhar a ausência de piadas mais suscetíveis e do cinismo sempre bem-vindo de Atkinson.
Nesta aventura, Johnny volta ao mundo da espionagem quando o primeiro-ministro chinês vira alvo de um grupo de assassinos – os mesmo que sabotaram uma missão do espião em Moçambique. Com a ajuda da chefe do departamento (Gillian Anderson), o agente parte em busca dos criminosos para tentar evitar a morte do premiê.
Por se tratar de uma paródia, a história nunca passa impressão de seriedade. O mesmo pode ser dito das cenas de ação, já que o personagem não é nenhum James Bond. O que move um filme como esse, então, é a comédia. Mas dessa vez ou o espectador entende o humor britânico e entra no clima proposto ou simplesmente não embarca no filme.
Há alguns dias, Atkinson revelou estar aposentando seu maior ícone – o Mr. Bean. Precisa, portanto, encontrar uma maneira de se desvincular da imagem construída ao longo do tempo. Johnny English até consegue esse feito. A questão é: até quando?











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